Auditores da Receita decidem manter a greve

Os auditores-fiscais da Receita Federal decidiram em assembléia continuar em greve por tempo indeterminado, segundo a Agência Brasil. Ontem, os servidores de Brasília tinham decidido pelo fim da paralisação, mas nas superintendências regionais a maioria decidiu manter o movimento.A expectativa em Brasília era de que, com o fim da greve, o secretário-executivo adjunto do ministério da Fazenda, Arno Augustin, recebesse os representantes da categoria. O ministro Antonio Palocci tinha condicionado a abertura do diálogo ao fim da paralisação. Segundo manifesto distribuído pelos grevistas, "a sinalização do governo não apresentava qualquer garantia de avanço nas negociações, mas apenas uma tentativa de desestabilizar a categoria, que já atravessa a sexta semana de greve". Os auditores também reclamam da imposição do governo de só negociar com o retorno de todos às atividades, o que é interpretado por eles como um tratamento discriminatório, já que os fiscais alegam que as negociações com outras categorias, também em greve, estão sendo feitas normalmente. De acordo com o comando de greve, 75% dos auditores-fiscais da Receita Federal aderiram à greve e o setor mais prejudicado é o aduaneiro. A Receita Federal não fala sobre o movimento e, embora o ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior não tenha, ainda, o valor dos prejuízos com o comércio exterior, técnicos do setor admitem que a mobilização também tem provocado o represamento de mercadorias nas aduanas. Os auditores iniciaram os protestos por melhores salários no dia 13 de abril, deflagrando uma operação padrão em portos e aeroportos. Os fiscais pedem equiparação salarial com os procuradores do ministério Público que, em início de carreira, ganham R$ 7,5 mil.

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