Auditores decidem manter greve por tempo indeterminado

Está garantido apenas o atendimento essencial, como a liberação de produtos perecíveis

Fabiana Marchezi, da Agência Estado,

15 de abril de 2008 | 15h20

Os auditores fiscais da Receita Federal, em greve desde 18 de março, decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado. Está garantido apenas o atendimento essencial, como a liberação de produtos perecíveis, com 30% dos trabalhadores nas unidades como determina a lei. A paralisação também não afeta o recebimento das declarações do Imposto de Renda na internet, pois o procedimento é feito de forma automática pelos computadores da Receita Federal. A supervisão do programa do Imposto de Renda acredita que apenas o atendimento pessoal pode ser prejudicado, se não forem mantidos os 30% do pessoal.  Segundo comunicado do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) e da Federação Nacional dos Auditores Fiscais (Fenafisp), a manutenção da paralisação é uma resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal de autorizar a Receita a descontar os dias parados no salário dos grevistas. Das 73 delegacias sindicais existentes no país, 67 enviaram ao comando de greve o resultado das assembléias realizadas na segunda-feira, 14. Muitas assembléias foram concluídas no final da madrugada desta terça, 15. Foram computados 2.465 votos, dos quais 79,07% a favor do indicativo de continuidade da greve nos moldes atuais. Os auditores fiscais também aprovaram, segundo o comunicado, a criação de um fundo para evitar prejuízos, caso o governo decida cortar o ponto dos grevistas, e a apresentação de um contra-proposta salarial ao governo.  Os grevistas ameaçam entregar os cargos de chefia na próxima quinta-feira, 17, e prometem promover manifestações em todo o País no dia seguinte. Os auditores reivindicam equiparação salarial com os delegados da Polícia Federal, que segundo eles pode chegar a R$ 18 mil.

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