Auditores fazem greve contra risco de "trem-da-alegria" na Receita

Os auditores fiscais da Receita Federal marcaram para quinta e sexta-feira uma greve de 48 horas de alerta contra o que consideram um risco de a medida provisória (MP) que criou a Super-Receita abrir espaço para um "trem-da-alegria" dos técnicos da instituição. Os técnicos, que fizeram paralisações por seis semanas consecutivas, querem que seja incluída na MP a reestruturação da carreira dos servidores para que seja possível a promoção deles ao cargo de auditor fiscal. Na semana passada, os técnicos suspenderam o movimento grevista depois que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, acenou com possibilidade de mudanças na MP. O sinal do governo de que poderia negociar com os técnicos acendeu a luz vermelha para os auditores. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Carlos André Nogueira, a reivindicação dos técnicos, se atendida, representaria na prática um "trem-da-alegria". Para Nogueira, a promoção ao cargo de auditor fiscal só poderia ocorrer por meio de concurso público. O diretor do Unafisco Paulo Gil afirmou que a ascensão funcional dos técnicos afeta os direitos dos auditores, que exercem funções de nível superior e foram selecionados em concurso público. Gil criticou a tentativa dos fiscais do Ministério do Trabalho de também ingressarem na Receita Federal do Brasil. Os auditores consideram inegociáveis mudanças relacionadas à titularidade funcional que poderiam dar aos técnicos o direito de exercerem, sem concurso, atividades não compatíveis com seus cargos. "Esse seria o primeiro passo para o ´trem-da-alegria´", disse Paul Gil.

Agencia Estado,

05 Setembro 2005 | 15h49

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