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Auditores mantêm greve e culpam governo por prejuízos à balança

O comprometimento da balança comercial provocado pela greve dos auditores fiscais deve ser debitado da conta do governo federal, que até o momento tem se mostrado insensível e pouco disposto a negociar com os grevistas. A acusação parte da presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Maria Lucia Fatorelli, ao acrescentar que, pelos cálculos dos sindicalistas, 80% da categoria está mobilizada em todo o País."Nos preocupamos com os impactos da nossa campanha sobre a balança comercial do País, mas o governo é o grande responsável por esse problema. Iniciamos as negociações no ano passado e, portanto, nossos atos não são impensados e nem nossa atitude é irresponsável", explica Maria Lucia.No início dessa semana, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, calculou em US$ 330 milhões os prejuízos já causados à balança pela greve dos auditores.A avaliação até o momento da presidente da Unafisco indica que o porto de Uruguaiana (RS) está totalmente paralisado. Os principais pontos de embarque e desembarque de mercadorias importadas e exportadas do País, em especial os portos de Santos e Paranaguá e os aeroportos internacionais de Cumbica, em Guarulhos (SP), e Viracopos, em Campinas (SP), passam por operação-padrão, com avaliação detalhada de todos os documentos pelos auditores, provocando atrasos nas alfândegas.ReivindicaçõesOs auditores exigem que o piso salarial da categoria seja aumentado dos atuais R$ 5,3 mil para R$ 10 mil, posicionando-se no mesmo patamar do Ministério Público Federal. De acordo com a sindicalista, o pleito se justifica principalmente porque os auditores, em especial os recém-contratados, são lotados em regiões fronteiriças, de baixa segurança, correndo risco de perder a vida.Maria Lucia informou ter procurado hoje, em Brasília, lideranças parlamentares no Congresso Nacional para pedir intervenção do Legislativo nas negociações, mas não encontrou nenhum deputado ou senador líder de bancada na capital federal. Disse também que, até o momento, nem a Receita Federal, nem o governo, não abriram nenhum diálogo com os grevistas.

Agencia Estado,

22 de abril de 2004 | 17h17

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