Auditoria aponta negligência de supervisores do SocGen

Sérias falhas de administração de superiores diretos permitiram que o operador do Société Générale, Jerome Kerviel, cometesse a maior fraude financeira da história, de acordo com um relatório interno da instituição. As informações foram publicadas na edição desta sexta-feira do "The New York Times".Os dois supervisores podem ser demitidos, assim como Kerviel, segundo pessoas familiarizadas com a ação do banco.O relatório, elaborado por auditores internos, sugere que Kerviel não manipulou sozinho os sistemas de computadores do banco para realizar investimentos não autorizados. O relatório concluiu que, em muitas ocasiões, seu assistente, Thomas Mougard, fez as operações para Kerviel, elevando as dúvidas sobre o seu papel no esquema, de acordo com o jornal. Mougard negou qualquer envolvimento nas transações. Expandindo a responsabilidade para outros funcionários além de Kerviel, a quem o Société Générale responsabiliza por provocar um prejuízo de 4,9 bilhões de euros (US$ 7,7 bilhões), o relatório pode tornar o banco mais vulnerável a um processo legal de investigação que pode ser aberto nos Estados Unidos.Os auditores acusaram dois supervisores diretos de Kerviel na mesa de operações da Delta One de serem negligentes, apesar de o relatório não revelar os seus nomes explicitamente. "O que este relatório deixa claro é que os supervisores de Jerome Kerviel não fizeram o seu trabalho", disse uma pessoa, que não quis ser identificada, citando a natureza confidencial do material.Mas, segundo o "Times", os supervisores são Eric Cordelle, gerente direto de Kerviel, e Martial Rouyere, que comanda a mesa de operações da Delta One. As informações são da Dow Jones

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