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Auditoria revela que Foxconn viola leis do trabalho na China

Investigação encontrou excesso de horas trabalhadas e assuntos relacionados com saúde e segurança, colocando pressão na Apple Inc. para pôr fim à violação dos direitos dos trabalhadores da China

Patrícia Braga, da Agência Estado,

29 de março de 2012 | 18h51

NOVA YORK - A primeira auditoria externa realizada na cadeia de oferta da Apple Inc. encontrou excesso de horas trabalhadas e assuntos relacionados com saúde e segurança em seu maior fabricante, colocando mais pressão na gigante de tecnologia para colocar fim na violação dos direitos dos trabalhadores da China.

A investigação da fabricante Hon Hai Precision Industry Co, conhecida como Foxconn, foi conduzida pela Associação do Trabalho Justo, um grupo que se juntou à Apple em janeiro. A investigação foi baseada, em parte, em levantamentos com 35.500 trabalhadores que fabricam produtos para a Apple, como iPods e iPhones, em três empresas da Foxconn em Shenzhen e Chengdu.

O grupo - um dos mais detalhistas em investigações do trabalho em fábricas chinesas até o momento - encontrou pelo menos 50 violações às leis chinesas, segundo dados do relatório.

As três empresas investigadas violaram o código de conduta assinado pela Apple junto à Associação do Trabalho Íntegro (FLA, na sigla em inglês). Os auditores descobriram funcionários trabalhando mais dias do que o permitido pelos padrões da FLA em linhas de montagem.

meses no passado quando a maioria dos trabalhadores excederam o máximo legal de 36 horas extras de trabalho por mês. A Foxconn concordou em adequar as jornadas de trabalho em suas linhas de produção na China para o limite de 40 horas semanas de trabalho e 36 horas extras semanas no máximo por mês até julho de 2013. Segundo a FLA, a Foxconn vai precisar contratar centenas de trabalhadores extras para completar seus quadros.

Em comunicado, a Apple disse que concorda totalmente com as recomendações da FLA, e que "acredita que esclarecer os trabalhadores de seus direitos é essencial". A Foxconn não se pronunciou sobre o assunto. As informações são da Dow Jones.

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