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Aumenta a confiança do setor de construção civil

Está passando a fase de pessimismo - ao que tudo indica, exagerado - do setor da construção civil, desde o ano passado. É o que mostra a Sondagem da Indústria da Construção de setembro, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). Há sinais inequívocos de que passou o momento de maior apreensão do setor.

O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2013 | 02h10

De fato, o nível de atividade da indústria da construção ainda registrou 49,7 pontos, abaixo da média de 50 pontos que separa a percepção positiva da negativa. Mas, mais importante, houve forte recuperação em relação a agosto (quando o indicador era de apenas 47 pontos) e em relação a julho (46,5 pontos). E foi a primeira vez, em 2013, que esse item mostrou crescimento.

O nível efetivo de atividade em relação à usual continuou insatisfatório (46 pontos), mas deve ser comparado aos 43,5 pontos registrados em agosto e aos 42,8 pontos de julho.

O emprego ainda se retrai, mas bem menos do que em julho e agosto. E a utilização da capacidade de operação (UCO), que registrava números ruins, cresceu um ponto porcentual entre agosto e setembro, alcançando 70%. Além disso, diminuiu um dos maiores problemas constatados recentemente: o da escassez de mão de obra qualificada.

A situação individual das empresas da construção civil não é uniforme. As pequenas empresas, por exemplo, ainda exibem uma retomada lenta, enquanto as grandes empresas já se recuperam com vigor. Há mais otimismo entre os que se dedicam a obras de infraestrutura. Mas essa é característica comum às retomadas, em que as companhias mais fortes tendem a recuperar mais depressa o ritmo de atividade.

Mais difícil é a situação financeira do setor da construção civil: a margem de lucro ainda é vista como insatisfatória, embora menos do que nos meses anteriores. E o preço de insumos e matérias-primas aumentou no terceiro trimestre, revelando que a inflação continua a prejudicar as operações.

Já o pior indicador diz respeito ao acesso ao crédito, considerado difícil pelos pesquisados. Isso contrasta com a oferta de crédito imobiliário com recursos das cadernetas (que, até agosto, cresceu 36%, enquanto avançava 16% o número de habitações). O que há é maior seletividade do crédito em todos os setores. O ritmo da atividade imobiliária depende da evolução do emprego e da renda - que é satisfatória.

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