Aumenta a inadimplência em São Paulo

O nível de inadimplência no comércio de São Paulo passou de 4,2% em agosto para 5,9% em setembro, conforme dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O economista da ACSP, Emílio Alfieri, explicou que a concentração de reajustes dos preços administrados pelo governo em julho contribuiu para a elevação da inadimplência, cujas causas principais continuam sendo o desemprego e o empréstimo de nome para terceiros.Segundo Alfieri, as correções das tarifas de luz, telefone, gás e dos combustíveis consumiram uma parcela maior da renda dos consumidores, provocando o atraso no pagamento dos carnês de crediário. O economista explicou que, apesar de ter subido, a taxa não preocupa e está longe dos picos verificados em geral no quarto mês do ano, quando os registros de atraso das compras feitas no Natal chegam ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Em abril deste ano, a inadimplência líquida esteve em 9,3% e em abril de 99, logo depois da desvalorização cambial, em 20,2%. Alfieri destaca também que a elevação da inadimplência nesta época do ano é esperada, porque reflete as compras feitas no Dia das Mães e dos Namorados. Em 1999, a taxa passou de 3,9% em agosto para 4,9% em setembro. Desemprego é a principal causaA pesquisa semestral da ACSP realizada no mês passado indicou que a principal causa para o atraso de pagamentos foi o desemprego. Cerca de 56% dos 1.499 entrevistados alegaram ter deixado de pagar os carnês por ter perdido o emprego. Isto, segundo avaliação da entidade, teria ocorrido principalmente no ano passado, quando vários dos entrevistados entraram no cadastro de devedores, e não corresponderia a situação atual. A segunda principal causa da inadimplência (15%) foi o empréstimo do nome para terceiros abrirem um crediário.

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