Aumenta a procura por penhor de jóias na CEF

O penhor da Caixa Econômica Federal fechou o mês de outubro com o saldo da carteira em R$ 421,8 milhões. Esse valor é 27,7% maior do que o saldo do final do ano passado, que era de R$ 330,3 milhões. Em termos de quantidade de contratos, o aumento foi de 16,37%, passando de 1,16 milhão para 1,35 milhão. Durante o mês de outubro, a Caixa realizou 116 mil contratos novos, uma média de mais de 5 mil por dia útil nas 310 agências da instituição que trabalham com penhor. De janeiro a outubro deste ano foram 7,1 milhões de contratos novos e renovados, totalizando R$ 2,18 bilhões em negócios. Em todo o ano 2000, o penhor registrou R$ 2,2 bilhões em negócios. A ampliação do número de agências que oferecem o serviço de penhora de jóias e o aumento do preço do ouro no mercado estão entre os motivos do aumento da procura pelo penhor. "O penhor é uma boa opção para quem precisa de um empréstimo e não quer perder tempo com burocracia", explica Celina Lopes, superintendente de Produtos Bancários da Caixa. Para penhorar uma jóia, basta apresentar carteira de identidade, CPF e comprovante de endereço. JurosOs juros do penhor têm duas faixas diferenciadas: uma para empréstimos de até R$ 300,00 com taxa nominal de 2,95% ao mês; e outra apara empréstimos acima de R$ 300,00 com juros de 3,5% ao mês. O valor máximo do empréstimo é de 80% da avaliação da jóia, que pode ter a sua penhora renovada por tempo indeterminado, apenas com o pagamento dos juros do período. PerfilPesquisa realizada pela Caixa em todas as regiões do País indicou que o cliente de penhor tem o seguinte perfil: a maioria é do sexo feminino (74%); mais da metade (55%) tem entre 30 e 49 anos de idade; 46% estudaram até o nível médio; 61% estão trabalhando; 51% têm renda média familiar mensal entre cinco e vinte salários mínimos; 70% usam o dinheiro para pagar dívidas; 10% usam o penhor apenas para guardar as jóias com segurança nos cofres da Caixa; e 71% se mostram satisfeitos.

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