Aumenta custo do metro quadrado

O custo médio nacional do metro quadrado da construção civil subiu 0,49% em agosto, passando para R$ 320,43, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento em agosto foi menor que o de julho, de 0,77% em relação a junho. Já em agosto do ano passado a variação foi de 0,35%. A alta acumulada no custo da construção civil este ano é de 5,02%. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 8,80%.O gerente de produção do Sistema de Índice Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), Luiz Fernando de Oliveira Fonseca, disse que não há nenhuma pressão de preço de produtos no aumento do custos de construção. De acordo com ele, o que tem pesado mais na variação do custo de construção civil é a mão-de-obra. Tanto que as maiores variações foram no Amazonas, com 3,62% de alta, e Tocantins, com 2,51%. Nesses dois estados, agosto foi mês de dissídio salarial.Com isso, a região Norte foi a que teve maior aumento da construção civil, de 1,31%, seguida pela região Centro-Oeste, em que a alta foi de 0,77%. No Sul, o custo da construção civil ficou praticamente estável, com aumento de 0,19%. No Sudeste, onde o preço médio do metro quadrado é de R$ 344,26, o aumento foi de 0,32%, e no Nordeste, a alta foi de 0,58%.De janeiro a agosto, as regiões Centro-Oeste e Sudeste subiram mais que a média nacional. A alta no Centro-Oeste foi de 5,32% e a do Sudeste foi de 5,23%. Fora Amazonas e Tocantins, outros estados que tiveram altas acentuadas no custo do metro quadrado da construção civil em agosto foram o Espírito Santo, com 1,58%, e o Maranhão, com 1,37%.As menores variações foram registradas no Rio de Janeiro, que teve alta de 0,03%, e em Sergipe, com 0,06%. Essas duas variações, são consideradas pelo IBGE como indicadores de estabilidade mais que de alta. Em São Paulo, a alta no mês foi de 0,28% e o custo médio do metro quadrado ficou em R$ 370,65. Este ano, o aumento no estado é de 4,77%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.