Aumenta projeção de alta de preços em 2004, diz pesquisa

Empresas e instituições financeiras elevaram, mais uma vez, a projeção média de alta dos preços para 2004. De acordo com pesquisa semanal do Banco Central, os agentes consultados acreditam que o IPCA acumulará em 2004 uma alta de 7,16%, acima dos 7,13% estimados no levantamento anterior. Para 2005, entretanto, as apostas continuam indicando uma elevação de 5,81% para o índice utilizado pelo BC no sistema de metas de inflação. O conjunto de preços administrados ou monitorados por contratos seguiu as projeções feitas para a inflação nestes dois anos. Para 2004, por exemplo, a estimativa média captada pelo BC é de alta de 8,60%, acima portanto dos 8,58% estimados no levantamento anterior. Para 2005, os analistas consultados mantiveram em 7,20% a projeção média de alta destes preços, que incluem, entre outros serviços, as tarifas públicas.O cenário traçado para o comportamento do IPCA ao longo dos próximos 12 meses manteve-se inalterado. As empresas e instituições financeiras consultadas pelo BC estimam que o índice de preços acumulará neste período uma alta de 6,17%. No curto prazo, as estimativas para o comportamento da inflação também não são muito diferentes. Para outubro, por exemplo, os analistas continuam apostando que o País terá uma inflação de 0,45%. Para novembro, entretanto, foi feita uma pequena correção na projeção. As apostas indicam que o IPCA deverá acumular no próximo mês uma alta de 0,58%, pouco acima dos 0,57% estimados no levantamento da semana passada.SelicApesar de todo o nervosismo do mercado financeiro, diante da constante volatilidade do preço do petróleo internacional, empresas e instituições financeiras consultadas pelo Banco Central continuam apostando no gradualismo do Comitê de Política Monetária (Copom) em relação aos futuros aumentos da meta da taxa básica de juros da economia, a Selic. De acordo com pesquisa do BC, os analistas continuam apostando que o Copom elevará gradualmente a meta da taxa Selic em 0,25 ponto porcentual ao longo das próximas três reuniões deste ano.Para a reunião desta semana, por exemplo, a projeção média das empresas e instituições financeiras consultadas pelo BC indica que a Selic deverá ser elevada dos atuais 16,25% ao ano para 16,50%. Para novembro, a estimativa média também foi mantida em 16,75%, chegando a 17% ao final de dezembro. O cenário traçado para o comportamento da taxa básica de juros em 2005 também não foi alterado. A estimativa continua sendo de uma Selic, ao final do próximo ano, em 15,50% ao ano. Confirmado o cenário desenhado pelos analistas, o Copom faria ao longo de suas 12 reuniões de 2005 um corte máximo de 1,5 ponto porcentual na meta da taxa básica de juros.

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