Aumenta sobrevivência de micros e pequenas empresas no Brasil

Dos empreendimentos abertos no País, 76% mantêm-se após dois anos; índice tem subido nos últimos anos

Carla Araújo, da Agência Estado,

10 de julho de 2013 | 15h42

SÃO PAULO - A cada cem micros e pequenas empresas criadas no País cerca de 76 conseguem se manter em atividade após os dois primeiros anos de vida - aponta o estudo "Sobrevivência das Empresas", divulgado nesta quarta-feira, 10, pelo Sebrae. A taxa refere-se ao ano de 2009 e apresenta trajetória crescente.

Em 2007, por exemplo, 73,6% dessas empresas sobreviviam nos dois primeiros anos contra as 75,6% em 2009.

Para o presidente do Sebrae nacional, Luiz Barreto, essa melhora nas condições das empresas deve-se, principalmente, a três fatores: (1) legislação mais favorável, (2) aumento da escolaridade e (3) mercado aquecido.

"O Super Simples melhorou as condições do pequeno negócio, a escolaridade em alta também ajuda, pois um empreendedor mais preparado se planeja melhor e a força do mercado interno ajuda a impulsionar os negócios", disse Barreto.

Ao atingir a taxa de 75,6% de sobrevivência, o Brasil ultrapassa países como o Canadá, que possui taxa de 74%, Áustria (71%), Espanha (69%) e Portugal (51%), levando em conta os padrões do estudo de sobrevivência das empresas elaborado pelos OCDE.

Regiões e setores. Entre as regiões brasileiras, a que tem o maior número de empresas que vencem a barreira dos dois primeiros anos é a Sudeste, com índice de sobrevivência de 78%. Em seguida, aparecem Sul, com 75,3%, Centro Oeste (74%), Nordeste (71,3%), e Norte (68,9%).

Segundo o estudo, entre os setores que mostram maior sucesso aparece a indústria com taxa de 80% de sucesso no período inicial. Em seguida aparecem comércio (77,7%), construção civil (72,5%) e serviços (72,2%).

Barreto destacou que o estudo do Sebrae não é uma pesquisa e sim um censo, realizado com dados cedidos em parceria pelos receita federal, o que minimiza as chances de erros.

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