Aumentam apostas de Selic menor em outubro e juros caem

Cenário:

MÁRCIO RODRIGUES , O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2012 | 03h07

Na semana de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, os juros futuros apresentaram, nesta segunda-feira, queda em praticamente todos os prazos. Contribuíram para o recuo generalizado das taxas os números fracos de vendas de papelão ondulado em julho, a redução da confiança dos empresários alemães em agosto e a revisão em baixa nas estimativas para o juro básico em 2012, no grupo das cinco instituições que mais acertam as projeções coletadas pelo Banco Central na pesquisa semanal Focus, o Top 5.

As taxas futuras continuaram embutindo as apostas praticamente unânimes de redução da Selic em 0,50 ponto porcentual, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de amanhã, o que deve tirar o juro básico do atual nível de 8,00% ao ano, para 7,5%. Ontem, porém, os investidores passaram a considerar, de forma majoritária, um novo corte de 0,25 ponto porcentual no encontro de outubro do Copom. Até então, as apostas estavam divididas entre estabilidade em 7,5% e prosseguimento do ciclo de afrouxamento.

Assim, a taxa projetada pelo contrato de juros com vencimento em janeiro de 2013 ficou na mínima de 7,26%, de 7,33% na sexta-feira. Já a taxa do contrato de juro futuro para janeiro de 2014 marcou 7,87%, de 7,96% no final da semana passada. Entre os prazos mais longos, janeiro de 2017 indicou 9,21%, ante 9,29% anteriormente e janeiro de 2021 apontou 9,80%, de 9,88%.

No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou o dia em alta de 0,40%, cotado a R$ 2,032. Além da tendência imposta pela percepção de que o BC atuará, sempre que necessário, para garantir o atual nível do dólar, o movimento da moeda também reflete cautela antes do discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, na sexta-feira, em Jackson Hole, assim como a expectativa com a decisão do Copom. A leitura é de que qualquer sinal em relação à trajetória dos juros após a reunião desta semana pode interferir preço na moeda norte-americana.

No mercado de renda variável, o Ibovespa encerrou em queda pelo terceiro pregão consecutivo. A perda foi de 0,54%, para 58.111,46 pontos. Os papéis da Vale foram os que mais pesaram para o recuo do índice, mas analistas também citam cautela com os eventos da semana, como a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro relativo ao segundo trimestre, na sexta-feira. Vale ON caiu 1,53% e o papel PNA mostrou perda de 1,56%.

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