Aumentam bloqueios a terminais portuários na Argentina, dizem jornais

Estivadores pedem às empresas exportadores aumentos salariais de até 100% em dólares

Reuters,

29 de março de 2010 | 10h10

Todos os principais terminais portuários de um importante núcleo exportador da Argentina estavam bloqueados por estivadores, que pedem altas de salários e tarifas, afetando a comercialização de grãos, noticiou na segunda-feira, 29, a imprensa local.

Em uma ampliação do protesto que começou na semana passada, a Cooperativa de Trabalhos Portuários e o Sindicato Unido Portuários Argentinos (Supa) ampliaram os bloqueios em todos os terminais do porto de San Martín e Timbúes, nas cercanias da cidade de Rosario, província de Santa Fe.

O conflito acontece no momento em que cresce o trânsito para o porto após o recente início da colheita de soja na Argentina, o terceiro maior exportador mundial do grão e o maior fornecedor de derivados.

O protesto da Cooperativa de Trabalhos Portuários afeta o acesso ao Terminal 6, de propriedade da Bunge e da Aceitera General Deheza, além dos terminais da Cargill e os pertencentes à Toepfer, Nidera, Dreyfuss, Minera La Alumbrera e Noble, segundo o jornal La Nación.

"Apesar de as negociações com a parte empresarial continuarem, o problema se agravou nas últimas horas", disse o presidente da cooperativa, Herme Juárez, segundo o jornal. O sindicato de estivadores pede às empresas exportadores aumentos salariais de até 100% em dólares, em meio a uma safra de soja que deve chegar a um recorde entre 51 e 55 milhões de toneladas.

"Nesses termos, a negociação não pode avançar, porque aumentar a tarifa nessa proporção supera qualquer estimativa de aumento que poderíamos ter", disse um executivo do setor segundo o jornal.

Segundo dados de estivadores com estimativas dos exportadores, por dia de bloqueio deixam-se de exportar 100 mil toneladas de grãos, disse o La Nación. Na semana passada, os bloqueios alcançavam apenas três terminais na região.

(Por Walter Bianchi)

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