Aumentar o PIB com políticas fiscais pode elevar dívida do Brasil, diz S&P

Agência de rating pondera, no entanto, que o governo tem percebido o erro e que, em função disso, trabalha para elevar investimentos

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

31 de julho de 2013 | 18h39

SÃO PAULO - A Standard and Poor's aponta em relatório divulgado nesta quarta-feira, 31, que o estímulo da economia baseado em políticas fiscais pode gerar um aumento da dívida do governo, de tal forma que se tornaria "inconsistente" com rating atual do País.

"Dado que o Brasil já tem uma limitada flexibilidade fiscal, uma estratégia que se baseia em políticas fiscais (incluindo políticas para fiscais baseadas em empréstimos de bancos públicos) para exercer um papel contracíclico mais ambicioso poderia aumentar a dívida pública de tal maneira que se tornaria inconsistente com nosso rating atual", traz o documento.

Contudo, a agência de rating pondera que o governo tem percebido que o uso exclusivo das políticas fiscais para elevar o PIB tem restrições. E, em função disso, o Poder Executivo está trabalhando para elevar os investimentos no País, sobretudo os oriundos do setor privado.

"No entanto, o investimento doméstico (originário basicamente do setor privado) tem subido somente de forma modesta em comparação ao período no qual o Brasil tinha um rating especulativo (BB+ ou menos).

"A abordagem ambígua e errática do governo em direção ao setor privado nos anos recentes não conseguiu elevar os investimentos", destacou a S&P no relatório "Brasil enfrenta antigos e novos desafios no caminho para o crescimento econômico sustentável".

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