Aumento da demanda interna reduz busca por novos mercados

O fim do primeiro semestre e o início do segundo demonstram claro reaquecimento da demanda interna, reduzindo o estímulo das empresas em buscar novos mercados. Além disso, continua a possibilidade de que os governos chinês e norte-americano tomem novas medidas para arrefecer o crescimento. É o que afirma o último boletim "Comércio Exterior em Perspectiva", divulgado hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).O boletim ressalta, no entanto que, por outro lado, a recuperação do consumo doméstico não deverá reduzir o ânimo exportador do empresariado brasileiro. De acordo com a Confederação, as empresas perceberam que conseguir espaço no mercado externo é uma tarefa complexa, que requer tempo e dinheiro.Além disso, não há ainda pressões evidentes sobre a capacidade produtiva das empresas que impeçam, ao menos neste primeiro momento, atender a ambos os mercados. O boletim assinala, entretanto, ser natural que, com a continuidade da retomada do crescimento doméstico, algum impacto venha a ser sentido na oferta exportável de determinados setores.Crescimento das importaçõesA publicação da CNI assinala, também, que as importações estão intensificando o ritmo de crescimento, acompanhando o reaquecimento da economia brasileira. Tanto assim que o valor importado em julho (US$ 5,512 bilhões) superou em 36,1% o do mesmo mês do ano passado. Ainda de acordo com a Confederação, no período acumulado de janeiro a julho, o valor das importações somou US$ 33,769 bilhões, o que representou crescimento de 26,7% sobre o de igual período do ano passado.Lembrando que, em 12 meses findos em julho, o superávit da balança comercial do País atingiu US$ 30,892 bilhões, 41,7% acima do acumulado em igual período de 2003, a CNI avalia que o resultado sinaliza que as projeções de US$ 28 bilhões para o saldo comercial do País, neste ano, são bastante factíveis, mesmo com o aumento esperado das importações, que deve persistir com o reaquecimento da economia.Segundo o boletim, a manutenção do ritmo de crescimento das exportações permite a continuidade da trajetória de saldos comerciais positivos capazes de assegurar este resultado.

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