Aumento da gasolina altera inflação

O aumento da gasolina, do diesel e do gás de botijão, nos preços ao consumidor, vai causar uma elevação de aproximadamente 0,24 ponto porcentual no custo de vida do paulistano nos meses de novembro e dezembro, segundo cálculos da Fipe. Neste mês, a contribuição ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC) será de 0,07 ponto porcentual e no próximo, de 0,17 ponto porcentual. Desta forma, a inflação de novembro, que estava estimada em 0,10%, deve fechar em quase 0,17%. E de dezembro, que estava em 0,30%, ficará em cerca de 0,50%, de acordo com o coordenador do IPC, Heron do Carmo.Já o impacto sobre a inflação do Dieese será maior. A economista da instituição e responsável pela pesquisa de preços, Cornélia Porto, prevê que a contribuição ao índice será de 0,60 ponto porcentual, também distribuídos nos próximos 30 dias. Ou seja, o Índice de Custo de Vida (ICV) de novembro será acrescido de aproximadamente 0,16 ponto porcentual e o de dezembro, de 0,44 ponto porcentual. Fipe: inflação de 2000 deve ficar em 4,86%Heron do Carmo acredita que com os aumentos da gasolina, diesel e gás de cozinha a inflação de 2000 apurada pelo IPC ficará em aproximadamente 4,86%. Se confirmado, este valor estará bem abaixo das projeções feitas no início do ano, que previam uma alta do IPC de 6,5%. E significará também um resultado bem confortável para o governo, caso o IPCA do IBGE, índice usado no programa de metas fechado com o FMI, siga a mesma trajetória. Apesar do repique de julho e agosto - motivado pelos aumentos das tarifas públicas e dos alimentos, em razão de fatores climáticos -, os índices inflacionários mantiveram-se comportados no decorrer do ano, com o núcleo da inflação oscilando entre 0,20% e 0,30%.

Agencia Estado,

21 de novembro de 2000 | 20h11

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