Aumento da jornada indica geração de empregos em breve

O aumento da jornada média semanal dos assalariados, de 43 para 44 horas de trabalho, na região metropolitana de São Paulo, de abril para maio, pode ser um indicador antecedente de que haverá uma nova geração de empregos num futuro próximo. Essa avaliação foi feita hoje manhã pelo diretor de Produção da Fundação Seade, Sinésio Ferreira, durante divulgação de Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada em conjunto com o Dieese."Este dado também é positivo porque apresentou crescimento simultaneamente à elevação do nível de ocupação", afirmou.Além do aumento da jornada média, também houve uma elevação da proporção dos profissionais que trabalharam mais do que 44 horas na semana (de 40,1% para 46,3%). Esse movimento foi verificado em todos os setores de atividade: Indústria (de 38,8% para 43 %), Comércio (de 59,4% para 63,8%) e Serviços (de 35,2% para 41,5%). Desemprego total caiu 3,9% em SP A taxa de desemprego total apresentou retração de 3,9% na Capital e de 5,7% nos demais municípios da região metropolitana de São Paulo, passando ambas para 19,7% em maio em relação a abril. Na região do ABC, essa taxa diminuiu expressivamente, de 20,3% para 18,5%, entre abril e maio, devido ao declínio das taxas de desemprego aberto (de 13,5% para 12,1%) e de desemprego oculto (de 6,8% para 6,4%).O Seade e o Dieese consideram que estão entre as pessoas com desemprego aberto as que procuraram trabalhos nos 30 dias anteriores ao da entrevista e não exerceram nenhum trabalho nos últimos sete dias. Já o desempregado oculto pertence ao grupo de pessoas que não possui trabalho e não procura emprego nos últimos 30 dias.Cinco outras regiões metropolitanasA Fundação Seade e o Dieese divulgaram também o comportamento da taxa de desemprego em outras cinco regiões metropolitanas. Com apenas os dados de abril disponíveis, observa-se que houve elevação da taxa de desemprego em Porto Alegre (de 17,2% em março para 17,7%) e Recife (de 24,2% para 24,7%). Além de São Paulo, também registraram variações negativas as regiões metropolitanas do Distrito Federal (de 23,1% para 22,9%) e de Belo Horizonte (de 21,3% para 21,1%) e houve manutenção em Salvador (26,7%).

Agencia Estado,

28 de junho de 2004 | 16h13

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