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Aumento da renda e do crédito puxam consumo das famílias

No 2º trimestre, houve crescimento de 5,7% ante igual período do ano passado e foi o 15º aumento consecutivo

Adriana Chiarini e Jacqueline Farid, da Agência Estado,

12 de setembro de 2007 | 11h00

O aumento da renda e do crédito puxou o consumo das famílias no segundo trimestre. De acordo com a pesquisa do Produto Interno Bruto (PIB) divulgada nesta quarta-feira, 12, pelo IBGE, o consumo das famílias alcançou R$ 379,575 bilhões. Trata-se de um crescimento de 5,7% ante igual período do ano passado e foi o 15º aumento consecutivo apurado nessa base de comparação.   Veja também:  PIB do segundo trimestre tem a maior alta desde 2004  A medida do crescimento do País    De acordo com a coordenadora de contas trimestrais do instituto, Rebeca Palis, este crescimento foi influenciado pelo aumento de 5,2% na massa salarial real no segundo trimestre deste ano ante igual período do ano passado e pela expansão, neste período, de 26,5% no saldo de operações de crédito do sistema financeiro para pessoas físicas. Segundo ela, a queda na taxa Selic também influencia o consumo interno.   No primeiro trimestre, esse tipo de consumo havia sido de R$ 368,271 bilhões. O consumo do governo, que foi de R$ 114,254 bilhões no primeiro trimestre, subiu para R$ 119,353 bilhões no segundo trimestre. Tomando por base o primeiro semestre de 2007, o consumo das famílias aumentou 5,9%. Setores   A importância do aumento do crédito para o resultado do PIB pode ser verificado na análise de crescimento dos setores. O grupo de intermediação financeira, previdência complementar e serviços relacionados manteve a liderança de desempenho entre todos os pesquisados pelo IBGE e atingiu crescimento de 9,6% no segundo trimestre ante o mesmo período de 2006. Esse grupo cresce há 10 trimestres consecutivos, sendo que de abril a junho do ano passado tinha aumentado 10,5% em relação ao mesmo período de 2005.   Também beneficiado pelo aumento do crédito, o comércio, que inclui varejo e atacado, foi o segundo grupo no ranking dos de maior crescimento no segundo trimestre deste ano, alcançando 8,1% ante igual período de 2006. O terceiro grupo de maior alta foi o de serviços de informação, com 7,5%.   Só depois desses três grupos do setor de serviços, vieram os de indústria, segundo a classificação do IBGE: transformação (+7,2%); construção civil (+6,3%); produção e distribuição de eletricidade, gás e água (+6,1%) e extrativa mineral (+5,9%). O setor de serviços ainda teve mais um grupo com desempenho superior ao de 5,4% da média da economia nesta comparação do segundo trimestre com o mesmo período de 2006. Foi o de Transportes, armazenagem e correios, que cresceu 5,7%, segundo Rebeca, influenciado principalmente pelo transporte de carga. Os grupos que cresceram abaixo da média foram: administração imobiliária e aluguel (+4,0%); outros serviços (+2,6%); administração, saúde e educação públicas (+1,6%) e agropecuária (+0,2%).

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