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Aumento da Selic esfria economia e eleva gasto público, diz Skaf

Presidente da Fiesp disse que o aumento de 1 ponto porcentual leva o governo a gastar R$ 20 bilhões a mais com juros da dívida pública

Daiene Cardoso, da Agência Estado,

28 de fevereiro de 2011 | 12h50

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse hoje (28) que o aumento da taxa Selic impacta as despesas públicas num ano que será marcado por corte de gastos do governo, com o anúncio de uma redução de R$ 50 bilhões do Orçamento da União.

"Os juros, além de esfriarem a economia, servem para aumentar a despesa pública", criticou Skaf, após evento com deputados estaduais de São Paulo, na sede da entidade, na capital paulista. Nesta terça e quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), deve elevar a taxa básica de juros, atualmente em 11,25% ao ano.

O presidente da Fiesp disse que o aumento de 1 ponto porcentual dos juros leva o governo a gastar R$ 20 bilhões a mais, com o pagamento de juros da dívida pública. Segundo Skaf, o orçamento da saúde gira este ano em torno R$ 72 bilhões, enquanto as despesas com o pagamento de juros deve ser de R$ 200 bilhões. "É três vezes o orçamento da saúde, é muitas vezes o orçamento da educação. Temos de tirar essa cultura dos juros altos do Brasil", disse.

Para Skaf, é preciso uma política de estímulo ao desenvolvimento da indústria, já que a previsão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano deve ser de 4% e o crescimento do setor industrial deverá ser inferior, de 3%. "O crescimento é saudável", afirmou.

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