Aumento das importações preocupa indústria

Embora prestes a bater recorde de vendas, com 3,4 milhões de veículos vendidos neste ano e projeção de ultrapassar 3,6 milhões de unidades em 2011, a indústria automobilística brasileira segue preocupada com a questão cambial, que, segundo executivos, tem tirado a competitividade do produto nacional nas exportações e facilitado a entrada de importados. "Acendeu a luz amarela", diz o presidente da Fiat, Cledorvino Belini, que também preside a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2010 | 00h00

Segundo ele, em cinco anos as exportações de carros caíram 30%, enquanto as importações "cresceram seis vezes". Os carros importados já respondem por 18% das vendas internas. A preocupação recai principalmente sobre os coreanos, que contam com uma política de câmbio favorável no país de origem.

Só a Hyundai ampliou suas vendas no mercado brasileiro de 1,5 mil unidades em 2005 para mais de 100 mil este ano. Até 2013, a marca coreana pretende atingir vendas de 300 mil unidades.

Belini diz ser contrário a medidas de restrição à importação que, segundo algumas fontes do governo, estariam em estudo. Ele defende ações que aumentem a competitividade do produto nacional, como um câmbio menos valorizado.

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