Aumento de 20% no mínimo custaria R$ 7 bi, diz ministro

Um aumento de R$ 40,00 no salário mínimo, o equivalente a 20% do seu valor atual, custaria cerca de R$ 7,2 bilhões ao ano ao País, em gastos previdenciários. A projeção foi feita pelo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Guilherme Dias. Segundo ele, "não há espaço" no Orçamento de 2003 para este aumento, previsto no programa do candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. "Faltou dizer qual a medida que acompanha este aumento de despesas. Se algum tributo seria majorado. Ou é isso ou é cortar alguma despesa", comentou, explicando que, neste caso, a área social poderia ser afetada. Ele informou que cada aumento de R$ 1,00 no salário mínimo corresponde a gastos anualizados de R$ 180 milhões. Dias lembrou que o salário mínimo, desde o Plano Real, cresceu "mais de 50%? (deflacionado). "Há sim uma política de elevação de salário mínimo", completou o ministro, que participou de evento hoje à tarde no Rio, promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivo de Finanças (Ibef).

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