Aumento de 31,5% dos pedágios paulistas deve ser parcelado

As 12 concessionárias de rodovias paulistas e a Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) estão negociando a possibilidade de parcelar o reajuste anual de 31,5% dos pedágios previsto para 1º de julho, conforme determinam os contratos. Esse valor poderá ser dividido em duas parcelas: 25% agora e o restante em novembro ou dezembro. O reajuste é baseado na variação do IGP-M. Em 2002, o aumento foi de 8 8%."Acreditamos que o governo não vai mesmo aceitar 31% de uma vez, apesar de isto estar previsto em contrato", disse o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Servilha Duarte. A Artesp pode, inclusive, impor um reajuste menor. Nesse caso, segundo Duarte, as concessionárias vão negociar com o governo formas de ressarcimento, como a diminuição de serviços e investimentos. Mas entrar na Justiça contra a decisão não está nos planos das empresas. "Se a solução for negociada, não há motivo para ir à Justiça", disse.Segundo dados da entidade, 93% das receitas das 36 concessionárias provêm dos pedágios. O tráfego nas estradas concedidas em sete Estados foi de 557 milhões de veículos em 2002, movimento 11% maior do que em 2001. A receita em 2002 aumentou 19%, para R$ 3,1 bilhões. Apesar disso, as empresas informaram um prejuízo de R$ 920 milhões no período.

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