Aumento de custo trabalhista na China é inevitável, diz vice-presidente da Toyota

Atsushi Niimi declarou que a fabricante de automóveis japonesa não tem nenhum plano imediato para alterar sua cadeia de suprimentos no país

Ligia Sanchez, da Agência Estado,

27 de julho de 2010 | 11h27

O vice-presidente da Toyota, Atsushi Niimi, declarou que o rápido aumento dos custos trabalhistas na China é "inevitável" e que a fabricante de automóveis japonesa não tem nenhum plano imediato para alterar sua cadeia de suprimentos no país. Fábricas de origem estrangeira que atuam na China foram alvo de ações trabalhistas recentes, já que os trabalhadores apostam nas companhias do exterior para atender suas demandas e obter apoio do governo. No mês passado, a produção da linha de montagem da Toyota no sul da China teve de ser suspensa depois de uma greve em uma fabricante de autopeças afiliada à companhia.

A agitação trabalhista espalhou temores de que os dias de mão de obra barata na China poderiam acabar em breve para investidores estrangeiros, forçados a oferecer aumentos de salários para aplacar os trabalhadores.

Niimi, da Toyota, afirmou que vê os eventos atuais como um estágio natural da evolução econômica chinesa. "O Japão teve um período em que (o governo) teve de dobrar os salários na década de 1960. Naquela época, greves ocorriam frequentemente no país", explicou. "É melhor buscarmos soluções pelo diálogo com os funcionários, mas antes que possamos fazê-lo, as greves acontecem. Em certo sentido, é inevitável". De acordo com o executivo, mudar de fornecedores não seria uma solução.

Dentro da perspectiva de crescimento da Toyota para este ano, Niimi afirmou que a construção de mais capacidade de produção em mercados emergente era fator chave. Apesar da valorização do iene, a companhia diz que não considera a hipótese de importar veículos para o Japão de suas fábricas de baixo custo no exterior, mas, ao contrário, tornar as unidades nacionais mais eficazes em termos de custo. As informações são da Dow Jones.

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