Aumento de inadimplência em começo de ano é esperado, diz Bradesco

Índice de inadimplência do banco, considerando os atrasos acima de 90 dias, terminou março em 4,1%, acima dos 3,9% do quarto período do ano passado

Altamiro Silva Júnior e Silvia Araujo, da Agência Estado,

23 de abril de 2012 | 12h07

As taxas de inadimplência do Bradesco podem já ter atingido seu pico de alta e devem ficar estáveis no segundo trimestre, segundo o diretor executivo da instituição, Luiz Carlos Angelotti, que participa neste momento de teleconferência com a imprensa para comentar os resultados do Bradesco. "O aumento da inadimplência no começo do ano é esperado", destacou o executivo.

A inadimplência deve iniciar tendência de queda gradual a partir do segundo semestre, de acordo com Angelotti.

O índice de inadimplência do Bradesco, considerando os atrasos acima de 90 dias, terminou março em 4,1%, acima dos 3,9% do quarto período do ano passado. Em março de 2011, o indicador estava em 3,6%.

Na pessoa física, a taxa de calotes subiu de 6,1%, em dezembro, para 6,2% no final do primeiro trimestre. No segmento de micro, pequenas e médias empresas, a alta foi maior, de 3,9% para 4,2%. Nas grandes corporações, o indicador ficou estável em 0,4%.

Seguros

O aumento real da renda da população e as baixas taxas de desemprego impulsionaram as vendas de seguros do Bradesco, que aumentaram 20% no primeiro trimestre. "O momento atual é muito favorável para a venda de seguros", afirmou o presidente da Bradesco Seguros e Previdência, Marco Antonio Rossi. "O crescimento foi de dois dígitos em todas as linhas", disse ele, destacando que a classe C deu estímulo adicional para o segmento de seguros.

Rossi destacou que o Bradesco começa agora a oferecer seguros para clientes que eram do Banco Postal. Por conta do contrato com os Correios, o Bradesco não podia oferecer apólices para essas pessoas. O executivo destaca que agora isso é possível.

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