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Aumento do aluguel é o menor desde 2005

Valor subiu 1,98% no ano passado, segundo dados do Sindicato da Habitação de SP; reajuste ficou abaixo do IGP-M

LUIZ GUILHERME GERBELLI, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2015 | 02h05

O valor do novo aluguel residencial na cidade de São Paulo aumentou 1,98% no ano passado. O número do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) mostra que a variação anual foi a mais baixa desde 2005, quando teve início a série histórica.

O reajuste no preço também ficou abaixo da variação do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) - principal indicador para reajustes anuais de aluguel -, que subiu 3,69% em 2014.

O valor do aluguel acumulado em 12 meses desacelerou em quase todos os meses no ano passado - em dezembro de 2013, estava em 9,48%. A alta mais modesta dos preços acompanhou a desaceleração da economia no ano passado. A expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha permanecido estável.

Mensal. Na pesquisa mensal de dezembro, a alta no aluguel foi de apenas 0,2%, uma desaceleração tanto com relação a novembro (0,6%) como ante dezembro de 2013 (0,7%).

O aluguel das residências com um dormitório foi o que teve maior alta, de 0,4%. Na sequência, apareceram as residências de dois dormitórios (0,2%), seguido pelos contratos de imóveis três dormitórios, recuo de 0,1%. "É uma questão de demanda. O público alvo que tem alugado mais dormitório tem procurado os de um e dois dormitórios", afirma Mark Turnbull, diretor de Locação do Secovi-SP.

O Índice de Velocidade de Locação (IVL) - número de dias que um imóvel vago demora para ser ocupado - para dezembro ficou entre 15 a 37 dias, sendo de 14 a 34 dias para casas e de 22 a 45 dias para apartamentos. A modalidade mais utilizada como garantia foi o fiador (46,5%), seguido por depósito (34%) e seguro-fiança (19,5%).

Futuro. Por ora, a expectativa para este ano é de que o reajuste do aluguel novo na cidade de São Paulo continue modesto. As previsões para a economia brasileira são novamente de um baixo crescimento econômico - alguns bancos e consultorias passaram a prever recessão. Na busca pelo ajuste fiscal, a nova equipe econômica aumentou impostos e encareceu o crédito para desacelerar o consumo.

"Não vemos nada que possa mudar o quadro de fraco aumento dos preços. Dadas as situações macro e microeconômicas, as medidas que estão sendo tomadas agora só devem ter algum impacto no segundo semestre", afirma Turnbull. De acordo com ele, esse desaquecimento dá poder de negociação para quem deseja alugar um imóvel.

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