Marcos de Paula/Estadão
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Aumento do desemprego é resultado de 'políticas erráticas', diz Marina

Candidata do PSB comentou dados da pesquisa do IBGE, que traz dados sobre escolaridade, desigualdade e emprego no Brasil

Luciana Nunes Leal , Agência Estado

18 de setembro de 2014 | 15h36


RIO - Ao comentar o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013, a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, disse que a interrupção na queda da desigualdade e o aumento do desemprego são resultado de "políticas erráticas" do governo da adversária Dilma Rousseff. 

"Como se não bastasse o crescimento baixo, a volta da inflação, a elevação dos juros, agora temos o retorno da concentração de renda, que estava fazendo uma inflexão para baixo. É só uma demonstração de que uma coisa está sendo discurso para ganhar eleição e outra coisa é a prática na hora de governar o País, fazendo prioridades erráticas", criticou Marina, que mais uma vez reclamou dos ataques feitos pela presidente desde que a ex-ministra entrou na disputa presidencial.

"Políticas erráticas combinadas fazem com que muitos problemas estejam acontecendo. O atraso na política está ameaçando perdermos conquistas que alcançamos. (Não é possível) Dar continuidade a essa forma de (querer) ganhar com boatos e depois governar defendendo interesses que não são os da sociedade, como acontece com a destruição de empresas como a Petrobrás, que ficava nas páginas econômicas e de inovação tecnológica (dos jornais) e agora está nas páginas policiais", afirmou a candidata, em entrevista ao deixar o hotel onde estava hospedada na zona sul do Rio .

Marina disse que além de programas de qualificação que melhorem a capacidades dos trabalhadores e assim faça crescer a renda, o País precisa voltar a crescer e recuperar credibilidade. "Toda vez que se fala que Dilma corre o risco de aumentar seus porcentuais nas pesquisas, a Petrobrás se desvaloriza. Isso é falta de credibilidade", disse a ex-senadora.

A candidata repetiu uma frase do ex-governador Eduardo Campos, a quem substituiu na disputa presidencial: "Pela primeira vez vai-se entregar o País pior do que foi encontrado." Marina embarca na tarde desta quinta-feira no Rio, para Vitória, onde cumprirá agenda de campanha. 

IBGE. Divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira, 18, a Pnad mostrou que o Índice de Gini, que mede a concentração de renda, piorou para 0,498 (quanto mais perto de zero, menor a desigualdade) em 2013, ante 0,496 em 2012, considerando o rendimento do trabalho. Embora a variação seja pequena, o índice voltou ao patamar de 2011, quando estava em 0,499. Para o IBGE, o quadro é de estagnação.

A taxa de desemprego nacional, por sua vez, ficou em 6,5% em 2013, acima dos 6,1% registrados em 2012, a primeira alta desde 2009, quando a economia ainda sofria os piores efeitos da crise mundial de 2008.

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