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Aumento do mínimo impulsiona crescimento econômico, diz Dieese

Estudo divulgado hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) constata que o salário mínimo é um importante instrumento de distribuição de renda. Deste modo, a elevação do salário mínimo no País significaria um crescimento da renda de parte das famílias de baixo poder aquisitivo, com impacto direto sobre o nível de atividade econômica, o que, segundo o trabalho, ativaria a economia através dos efeitos decorrentes do aumento do consumo.O estudo revela, porém, que o crescimento econômico não é condição suficiente para aumento do mínimo, apesar de ser componente importante de sua elevação. O levantamento do Dieese comparou a trajetória da evolução do PIB per capita do Brasil com a do salário mínimo real e constatou sentido inverso do crescimento destes indicadores.De 1940 a 2003, segundo o estudo, o PIB per capita cresceu cinco vezes enquanto o salário mínimo real decresceu a menos de 1/3 de seu valor inicial.Ainda segundo o estudo, as condições de mercado de trabalho no Brasil não favorecem o crescimento dos salários mais baixos a partir das negociações coletivas ou do desenvolvimento econômico. De acordo com o trabalho do Dieese, muitos dos que trabalham não têm vínculo formal de emprego e vivem em situação de pobreza absoluta. Daí, aponta o estudo, tornam-se fundamentais políticas econômicas e sociais comprometidas com a incorporação de milhões de excluídos.O estudo do Dieese também estima os impactos do reajuste do mínimo. A partir de dados de dezembro do ano passado do boletim estatístico da Previdência Social, diz o trabalho, para cada R$ 1,00 de aumento do salário mínimo, considerando apenas a faixa dos que recebem até o piso previdenciário, o impacto seria de R$ 13.968 milhões por mês, equivalentes a R$ 182,593 milhões em base anual.

Agencia Estado,

29 de abril de 2004 | 13h15

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