Eugene Hoshiko/Reuters
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Mercados internacionais fecham em queda com covid-19 e impasse por estímulos nos EUA

Enquanto o coronavírus volta a avançar em na Europa e nos EUA, o governo americano ainda não consegue chegar a um acordo sobre novas medidas de incentivo

Sergio Caldas e Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2020 | 07h24
Atualizado 26 de outubro de 2020 | 17h43

As bolsas da Ásia, Europa e Nova York fecharam em baixa nesta segunda-feira, 26, diante do avanço da propagação do coronavírus, principalmente no velho continente e nos Estados Unidos, e do impasse nas negociações entre o governo americano e a oposição democrata por um novo acordo de estímulos fiscais. 

Nesta segunda, os investidores seguiram cautelosos em meio ao avanço da covid-19 na Europa e nos EUA, que vêm registrando novos recordes de infecções diárias. No domingo, 25, o chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, disse em entrevista à CNN que o governo do presidente Donald Trump "não vai controlar a pandemia" em meio ao aumento de casos, e que o foco está em obter uma vacina. Hoje, segundo a Universidade Johns Hopkins, houve novo recorde diário da doenças na sexta-feira nos EUA.

Outro fator que compromete o apetite por risco é o longo impasse em torno de um novo pacote fiscal para ajudar a combater os impactos da covid-19 nos EUA. Nesta segunda, a presidente da Câmara dos Representantes em Washington, Nancy Pelosi, disse que as partes precisam chegar a um acordo para estímulos fiscais "o mais rápido possível", mas mencionou divergências entre republicanos e democratas para isso, entre eles a recusa da Casa Branca de incluir um plano de testes para o coronavírus nas medidas. 

No mercado, a chance de que novos incentivos cheguem antes da eleição presidencial de 3 de novembro fica cada vez menor.

Bolsas da Ásia

Em Tóquio, o índice acionário Nikkei teve baixa de 0,09%, pressionado por ações siderúrgicas e do setor financeiro. O chinês Xangai Composto recuou 0,82%, também prejudicado por papéis financeiros, atingindo o menor patamar desde o início de setembro. O sul-coreano Kospi teve queda de 0,72%, influenciado por ações de varejistas e do segmento farmacêutico. Por lá, preocupa também a situação do coronavírus na Coreia do Sul.

As exceções positivas na Ásia nesta segunda foram o índice chinês Shenzhen Composto, que subiu 0,52%, e o Taiex, de Taiwan, que teve ligeiro ganho de 0,08%. Em Hong Kong, a Bolsa local não operou devido a um feriado. Na Oceania, o S&P/ASX 200 caiu 0,18% em Sydney.

Bolsas europeias

O temor frente a uma segunda onda do coronavírus no continente europeu, somado a falta de novidades na negociação por novos estímulos nos EUA derrubou os ganhos das bolsas europeias, com destaque para a queda de 3,71% do mercado acionário de Frankfurt, após a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, falar em "meses muito difíceis" e situação "ameaçadora" ao abordar a aceleração da pandemia no país europeu.

O índice Stoxx 600 caiu 1,81%, enquanto a bolsa de Londres perdeu 1,16%, apesar da alta de 1,16% da AstraZeneca, após a notícia de que a vacina que a farmacêutica desenvolve com a Universidade Oxford produz resposta imune similar tanto em adultos mais velhos quanto nos mais jovens. Em Paris, a queda também foi acentuada, de 1,90%. Milão, Madri e Lisboa tiveram baixas de 1,76%, 1,40% e 2,12% cada.

Bolsa de Nova York

Nos EUA, a combinação da falta de estímulos, com o avanço da doença em solo americano, derrubou os índices de Nova York nesta segunda, após uma sessão na qual eles ficaram próximos de cair perto dos 3%. Hoje, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq fecharam com fortes quedas de 2,29%, 1,86% e 1,64% cada.

Entre ações em foco, Boeing recuou 3,90%, após um tribunal de apelações da Organização Mundial  de Comércio (OMC) reafirmar a decisão de que a União Europeia pode impor retaliação aos EUA por causa de subsídios americanos à empresa. Entre os setores, vários mostraram baixas consideráveis, entre eles energia - em jornada negativa para o petróleo - industrial, serviços de comunicação e tecnologia.  

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam com robustas perdas hoje, com fuga de investidores de ativos de risco, em meio ao avanço sem trégua do coronavírus pelo mundo e às incertezas a respeito de uma nova rodada de estímulos fiscais nos Estados Unidos. A contínua retomada da produção na Líbia também pressionou as cotações. 

Nesta segunda, a petrolífera estatal do país anunciou a retirada dos bloqueios em mais uma plataforma, o que pode elevar a oferta em cerca de 130 mil barris por dia (bpd). Na última sexta-feira, a corporação informou que espera que a produção chegue a 800 mil barris por dia (bpd) na próximas quatro semanas. "Em ambiente com renovadas preocupações sobre o cenário da demanda, a última coisa que o mercado precisa agora é de oferta adicional", desta o ING.

Com esse cenário de forte incerteza e aversão aos riscos, o WTI para dezembro caiu 3,24%, a US$ 38,56, enquanto o contrato do Brent para o mesmo mês recuou 3,14%, a US$ 40,46 o barril./COLABOROU MAIARA SANTIAGO E ANDRÉ MARINHO

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