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Aumento na arrecadação diminui déficit dos EUA e adia debate, diz ‘WSJ’

Superávit expressivo nas contas do governo em abril reduz pressão para a elevação do limite de endividamento

Álvaro Campos, da Agência Estado,

10 de maio de 2013 | 18h23

O aumento das receitas do governo dos EUA, em função da elevação de impostos que entrou em vigor no começo do ano e dos pagamentos dos resgates feitos durante a crise financeira global, tem ajudado a reduzir o déficit orçamentário e adiar o debate sobre a elevação do limite de endividamento da administração federal. É o que diz uma matéria publicada pelo Wall Street Journal.

A melhora no cenário fiscal se acentuou ontem, quando a agência hipotecária Fannie Mae anunciou que vai pagar US$ 59,4 bilhões em dividendos para o governo em junho. No dia anterior, a outra agência hipotecária resgatada pelo governo, a Freddie Mac, já havia anunciado que pagaria US$ 7 bilhões em dividendos para o Tesouro norte-americano no próximo mês.

Ao mesmo tempo, o aumento de impostos que entrou em vigor no começo do ano ajudou a elevar a arrecadação tributária. O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês) agora estima que o déficit federal nos sete primeiros meses do ano fiscal que começou em outubro do ano passado ficou US$ 231 bilhões abaixo do registrado no mesmo período do ano fiscal anterior, graças a um aumento de 16% na arrecadação.

Atualmente a dívida pública dos EUA está em cerca de US$ 16,7 trilhões, e continua crescendo porque a administração ainda gasta mais do que arrecada. Embora o déficit venha caindo nos últimos meses, republicanos e democratas sabem que o rombo nas contas do governo deve aumentar fortemente nos próximos anos, com o envelhecimento da população e a consequente alta nos gastos com a Previdência Social e programas como o Medicare, que oferece planos de saúde para os idosos.

Um importante episódio da novela fiscal dos EUA deve acontecer na próxima semana, quando vence a suspensão de três meses sobre o limite de endividamento do governo, atualmente em US$ 16,4 trilhões. "O teto da dívida será um catalisador. Sem isso, certamente não aconteceria nada nesse sentido. É preciso algo que force os políticos a agir. É difícil dizer isso, mas precisamos de outro 'abismo fiscal' para fazer as coisas andarem", comenta Chris Krueger, analista político da Guggenheim Securities.

Embora a dívida pública esteja acima do teto, analistas e autoridades acreditam que o Tesouro pode recorrer a uma série de manobras contábeis para reduzir esse número e ganhar tempo, provavelmente até o fim de setembro ou começo de outubro.

Muitos democratas têm defendido um amplo acordo orçamentário que reduza o déficit por meio do aumento de impostos e a contenção de gastos com programas sociais. Eles também querem reverter os cortes automáticos de gastos, que entraram em vigor em março. Do outro lado, os republicanos querem forçar mais cortes de gastos e evitar qualquer aumento de imposto, com mudanças mais profundas nos programas sociais e uma reforma da legislação tributária.

Os republicanos argumentam que uma das razões para a melhora do cenário fiscal é que eles conseguiram forçar a Casa Branca a adiar gastos, mas agora o presidente Barack Obama quer retomar propostas feitas durante sua campanha, para estimular a indústria e a pesquisa tecnológica.

Para onde o debate sobre o problema orçamentário vai em seguida ainda é incerto, especialmente se os dois lados acharem que têm mais tempo para "estudar o campo". Líderes republicanos tem realizado pesquisas e audiências e estão planejando uma conferência para a próxima semana, que será basicamente uma discussão aberta sobre ideias para lidar com a questão. Entretanto, a Casa Branca defende uma simples elevação do teto da dívida e diz que não vai mais negociar o assunto.

"Com o fim da pressão do teto da dívida agora em maio, o sentimento de urgência pode diminuir até outubro, mas todos sabemos que teremos de agir eventualmente", resume o senador republicano John McCain. As informações são da Dow Jones.  

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