Aumento nos preços dos alimentos será tema de reunião da ONU

O aumento nos custos de fornecimento deajuda alimentar para países pobres será o principal tema doencontro entre o secretário-geral da Organização das NaçõesUnidas, Ban Ki-moon, e outras autoridades da entidade, do BancoMundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Suíça nofim deste mês, disse uma porta-voz na sexta-feira. Ban presidirá um encontro com diretores da ONU na capitalsuíça Berna nos dias 28 e 29 de abril, segundo Marie Heuze,porta-voz da organização. O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, e o diretordo FMI, Dominique Strauss-Kahn, também participarão. "Os principais assuntos na agenda serão a crise dosalimentos e as mudanças climáticas. Eles avaliarão meios decoordenação", afirmou Heuze. Os preços altos, impulsionados por colheitas ruins e custosrecorde com combustíveis, geraram protestos e violência empaíses pobres e em desenvolvimento, incluindo Haiti eIndonésia, especialmente naqueles que dependem de importaçõespara atender à maior parte da demanda. Josette Sheeran, coordenadora do Programa Alimentar Mundialda ONU (PAM), e Jacques Diouf, diretor-geral da organizaçãopara a Agricultura e a Alimentação (FAO), estarão entre osparticipantes da reunião. O PAM requisitou inicialmente 2,9 bilhões de dólares para adoação de alimentos neste ano. No entanto, devido a problemas ligados à elevações dospreços dos alimentos e dos combustíveis, a agência divulgou umapelo emergencial no final de fevereiro por um montanteadicional de 500 milhões de dólares para auxiliar 73 milhões depessoas que passam fome em 80 países. Desde então, os preços que o programa paga pelo arroz, itembásico em muitos países pobres, avançaram de 460 dólares para780 dólares a tonelada. Como resultado, o dinheiro necessáriopara atender ao apelo também subiu para 756 milhões detoneladas, segundo uma porta-voz do PAM. "Não posso garantir que este número não mudará novamenteporque, caso os preços continuem crescendo, teremos de agir deacordo", afirmou a porta-voz Christiane Berthiaume. A agência recebeu 900 milhões de dólares em doações até omomento, o que representa apenas 20 por cento dos 3,65 bilhõesnecessários para este ano, acrescentou. (Por Stephanie Nebehay)

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