Aumentos de preços nos supermercados perdem força

Os preços nos supermercados brasileiros registraram alta de 1,9% em janeiro, relativamente a dezembro, segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira dos Supermercados (Abras). O índice está abaixo das altas dos meses anteriores que foram de 5,55% em dezembro; 7,24% em novembro; e 3,23% em outubro. Segundo o presidente da entidade, João Carlos de Oliveira, os aumentos estão vinculados à desvalorização do real. Para fevereiro, a previsão ainda é de alta de 1,70%. No mês de janeiro, as maiores altas foram registradas pela cebola (36,9%), batata (13,28%) e feijão (12,25%). As maiores quedas ficaram com o biscoito maisena (-9,69%), farinha de trigo (- 4,90%) e carne dianteira (- 2,48%).Atualmente, segundo o presidente da Abras, as remarcações estão ocorrendo de forma mais pontual, localizadas, por exemplo, nos materiais escolares e produtos de Páscoa, que já começam a ser encomendados.Ele afirmou que a maior parte dos produtos está mostrando uma acomodação de valores, com exceção dos itens de higiene e limpeza, que estão subindo entre 15% e 20%. O aumento se deve à característica do segmento, marcado pela competição entre poucos fornecedoras, detentores de porcentuais expressivos do mercado. Além disso, essas indústrias alegam o efeito do dólar sobre a produção. VendasAs vendas dos supermercados brasileiros cresceram 1,3% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo a associação. O resultado é atribuído à base fraca de comparação, pois janeiro de 2002 registrou queda de vendas de 2,64% em relação ao ano anterior. Em relação a dezembro, houve uma queda de 29,7% das vendas, já prevista em razão da sazonalidade do último mês do ano. A previsão da Abras para 2003 é de um aumento do faturamento de 2%. Oliveira disse que a projeção ainda é preliminar, em razão de eventuais medidas econômicas que podem ser tomadas pelo novo governo. Este porcentual possibilitaria, ao menos, que o setor recuperasse as perdas que acumula desde 1998.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.