Ausência de estrangeiros leva Bovespa a 3ª queda seguida

Giro financeiro é o segundo menor do mês, perdendo apenas para o de segunda-feira, e Bolsa de SP cai 0,22%

Claudia Violante, da Agência Estado,

26 de agosto de 2008 | 17h55

A recuperação das ações da Petrobras não impediu a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) de fechar, pelo terceiro pregão consecutivo, em baixa e na contramão de Wall Street. A ausência de estrangeiros no mercado tem contribuindo para a apatia dos negócios e para a manutenção do giro estreito que tem sido visto nos últimos pregões.    Veja também:   Economia dos EUA vai permanecer fraca, diz ata do Fed   O Ibovespa terminou a terça-feira em queda de 0,22%, aos 54.358,7 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 54.153 pontos (-0,60%) e a máxima de 55.088 pontos (+1,12%). No mês, a Bolsa acumula perdas de 8,65% e, no ano, de 14,91%.   Melhor do que a segunda-feira - mas não muito animador - o giro financeiro somou R$ 3,271 bilhões (preliminar, o segundo menor do mês). "O estrangeiro está fora do mercado doméstico", comentou um experiente gestor de renda variável ao ponderar que os preços estão bastante atrativos para compras. "Com a proximidade do final do mês, algumas ações podem ter correções, com os gestores tentando recuperar um pouco do mês nestes últimos pregões de agosto."   Apesar de negativo, o Ibovespa foi ajudado pelas ações da Petrobras, que subiram na esteira do petróleo. A commodity acabou em alta de 1,01% no contrato para outubro negociado na Nymex, para US$ 116,27. A elevação foi puxada pela previsão de que o furacão Gustav poderá atingir uma das regiões mais ricas em petróleo do Golfo do México no final de semana.   Petrobras ON subiu 0,86% e PNA, 1,12%. Vale, outra blue chips, depois de passar a sessão num longo sobe-e-desce, acabou fechando sem uniformidade. As ON subiram 0,09% e as PNA recuaram 0,32%. Os metais fecharam em baixa no exterior, assim como as commodities agrícolas, em função da recuperação do dólar em relação a outras moedas.   O avanço da moeda norte-americana se deu depois que indicadores revelaram fraqueza na Alemanha. A maior economia da zona do euro deu sinais de recessão e seus efeitos sobre as bolsas só não foi pior porque os indicadores divulgados hoje nos Estados Unidos agradaram e levaram as ações para cima.   Em Wall Street, o Dow Jones subiu 0,23%, para 11.412,9 pontos, o S&P avançou 0,37%, para 1.271,51 pontos, mas o Nasdaq perdeu 0,15%, para 2.361,97 pontos. O dado mais animador conhecido hoje foi o de confiança do consumidor, que subiu de 51,9 em julho para 56,9 este mês. Mas as vendas de imóveis novos também não desapontaram ao subir 2,4% em julho nos EUA.   A ata do Fomc, conhecida no meio da tarde, acabou tendo impacto apenas momentâneo nos negócios com ações. O documento, referente ao encontro de 5 de agosto do Fomc, apontou que a autoridade monetária "não vê a atual posição da política como particularmente acomodatícia", sugerindo que as taxas de juro permanecerão estáveis nos próximos meses.

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