Ausência de ministro indiano eleva incertezas da Rodada Doha

Para diplomatas em Genebra, pouco progresso pode ocorrer nas questões agrícolas sem a presença da Índia

Deise Vieira, da Agência Estado,

22 de julho de 2008 | 12h04

A ausência do ministro do Comércio da Índia, Kamal Nath, no encontro de ministros de 35 países que buscam em Genebra esta semana destravar a Rodada Doha aumenta as incertezas sobre as negociações para um acordo de comércio global. Para diplomatas em Genebra, pouco progresso pode ocorrer nas questões agrícolas, já que a Índia é um importante participante das negociações, pois representa os países em desenvolvimento cujas economias são dominadas por pequenos produtores.   Veja também: Rodada Doha: entenda o que está em jogo em Genebra EUA oferecem cortar subsídio agrícola para US$ 15 bilhões Primeiro dia de negociação na OMC foi inútil, diz Amorim Brasil classifica oferta da UE de reduzir tarifa de 'propaganda' UE propõe ampliar corte de tarifa agrícola para 60% Críticas de Amorim podem prejudicar negociações    O ministro está em Nova Déli por causa da votação de uma moção de censura contra o governo do primeiro-ministro Manmohan Singh, que está marcada para esta terça e que foi desencadeada por um acordo nuclear controverso com os Estados Unidos.   "Na prática, (as negociações na área agrícola) segunda e terça-feira, e possivelmente quarta-feira, são perda de tempo, já que Nath não está aqui. Se o governo indiano perder a votação na terça-feira, qualquer acordo feito pela delegação indiana não teria validade. É o que se comenta nos corredores", disse um diplomata que preferiu não ser identificado.   Nath só deve chegar em Genebra na quarta-feira, e já afirmou anteriormente que a Índia não irá sacrificar os interesses de seus milhões de produtores agrícolas de subsistência para fechar um acordo mundial de comércio. As informações são da Dow Jones.

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