Ausência do BC e perspectiva de entradas acalmam dólar

Por três dias úteis consecutivos, o dólar sustentou-se acima de R$ 2,90, o que não ocorria desde dezembro. E o Banco Central deixou de atuar na compra ontem. Para boa parte do mercado isso não é uma coincidência. Já se fazem avaliações de que o BC decidiu ficar fora dos negócios porque a cotação da moeda norte-americana mudou de patamar. Segundo os que defendem essa tese, o intervalo entre R$ 2,90 e R$ 2,95 mostrado pela moeda norte-americana nos últimos dias estaria contemplando os interesses da autoridade monetária. Outros, porém, acreditam que a ausência do BC objetivou somente não piorar ainda mais o clima de tensão que se formou nas mesas de operações desde a semana passada, com a ata do Copom, o comunicado do Fed e as atuações da própria autoridade monetária, que comprou dólares em momentos de liquidez estreita e alta de cotações. O mercado aguarda a entrada de US$ 230 milhões captados por uma empresa no exterior e computa, depois de um breve jejum nas informações sobre novas emissões, a operação de US$ 150 milhões anunciada ontem pela Odebrecht. O dólar abriu em baixa de 0,51%, a R$ 2,929. Às 10h41, caía 0,37%, valendo R$ 2,933. Veja a cotação do dólar.

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