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Austeridade de Palocci baniu temor do mercado, destaca NYT

Com o título "Para a economia do Brasil, o médico está a postos", o site do The New York Times traz uma matéria elogiosa sobre o desempenho do ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Diz a reportagem que, "ao lançar políticas monetárias e fiscais austeras, apesar da violenta oposição política de membros do Partido dos Trabalhadores, o Sr. Palocci obteve significantes avanços na organização das finanças públicas". De acordo com o jornal, "isso, por sua vez, ajudou a banir temores em Wall Street de que o país poderia deixar de honrar sua dívida pública de US$ 345 bilhões e também a confiança dos mercados financeiros no governo de esquerda brasileiro".A reportagem aponta também que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscou alavancar a reputação de seu Ministro da Fazenda, alertando a um grupo de resistência de seu próprio partido, o Partido dos Trabalhadores, durante discurso feito recentemente, de que estava afinado com o Sr. Palocci e suas políticas, como a Quinta Sinfonia de Beethoven."Em outro sinal da crescente influência do Sr. Palocci, o presidente demitiu no mês passado Carlos Lessa, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social, que repetidamente fez comentários públicos contra as políticas econômicas conservadoras do governo", segue o Times. O texto afirma ainda que a onda de boas notícias econômicas solidificou a reputação de Palocci como o membro mais influente do gabinete do presidente Lula.Segundo a matéria, a sua posição era ocupada por José Dirceu, que entrou em confronto com Palocci sobre a condução econômica. O NYT lembra que a influência de Dirceu diminuiu após o escândalo envolvendo Waldomiro Diniz, um de seus assessores.ConjunturaDe acordo com o jornal, "embora muito da recuperação do Brasil tenha sido alimentada pela economia global e pelo avanço no preço de commodities, como a soja e o minério de ferro, o Sr. Palocci diz que o governo também faz sua parte, ao assentar as bases para o crescimento no longo prazo".E cita comentários feitos nos EUA pelo ministro Palocci: "O ambiente externo certamente ajudou, mas o principal fator para a recuperação é o fato de que este governo decidiu atacar os pontos mais vulneráveis da economia", disse Palocci. "Se não tivéssemos decidido que é necessário mão forte para trazer a inflação sob controle e para reduzir a dívida pública, estaríamos provavelmente lidando com um desastre econômico agora".

Agencia Estado,

14 de dezembro de 2004 | 11h12

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