Austin Asis indica medidas para queda de juros ao consumidor

Os estímulos a cooperativas, consórcios e microcrédito são insuficientes para derrubar o spread ? diferença entre a taxa de captação junto aos investidores e os juros cobrados nos empréstimos ? do sistema financeiro. A avaliação é de Erivelto Rodrigues, presidente da consultoria Austin Asis.Segundo ele, a redução dos spreads bancários deve acontecer com a adoção também de outras medidas. São elas redução do compulsório sobre depósitos à vista e a prazo ? parcela que os bancos são obrigados a recolher ao Banco Central (BC); diferenciar a alocação de capital dos bancos em função do risco dos clientes; ativar a economia e estimular a formação de centrais de informações positivas ("os bons clientes" pagariam uma taxa de juro menor nos empréstimos).Participação de cooperativas é pequenaRodrigues diz que as cooperativas representam atualmente apenas 1,5% do volume de crédito e as operações de consórcio e microcrédito têm pouca representatividade no total de empréstimos no Brasil. Ele lembra que até 1999 havia mais de um mil cooperativas de crédito, mas em função de "fraudes e problemas de gestão" houve fechamento de várias entidades. Hoje existem 200 cooperativas de crédito. Rodrigues entende que o Banco Central não teria estrutura de fiscalização suficiente para controlar "uma explosão de novas cooperativas".

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