Austrália e Japão anunciam novas medidas para conter crise

Governo australiano vai gastar US$ 7,28 bilhões para ajudar aposentados e famílias de baixa renda

Efe,

14 de outubro de 2008 | 02h00

Os governos da Austrália e do Japão anunciaram nesta terça-feira, 14, novas medidas para fortalecer suas economias e conter a crise financeira. Veja também:Bolsas da Ásia e Oceania abrem em forte altaBush fará novo pronunciamento sobre economia nesta terçaPlano europeu de socorro a bancos soma US$ 2,28 tri, diz 'FT'Em meio à crise, empresas têm que pagar US$ 15 bi ao exteriorComo o mundo reage à crise  Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a criseEntenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira   A Austrália gastará 10,4 bilhões de dólares australianos nos próximos dois anos (US$ 7,28 bilhões) para fortalecer a economia. O fundo tem o objetivo de proteger a Austrália "da pior crise financeira global desde a Grande Depressão", disse o primeiro-ministro, Kevin Rudd, em entrevista coletiva. Os aposentados, as famílias de baixa renda e os compradores de sua primeira casa estarão entre os beneficiados pela medida, segundo explicaram Rudd e o ministro do Tesouro, Wayne Swan. O plano prevê dedicar 4,8 bilhões de dólares locais (US$ 3,36 bilhões) em ajudas aos aposentados, a partir de 8 de dezembro. A verba dedicada às famílias com rendas médias e baixas alcançará os 3,9 bilhões de dólares australianos (US$ 2,73 bilhões). Além disso, um total de 3,9 milhões de famílias terão direito a receber um subsídio de mil dólares australianos (US$ 700) por cada dependente. A ajuda para os cidadãos que comprarem sua primeira casa, que atualmente chega a sete mil dólares locais (US$ 4.900), dobrará para os que adquirirem um imóvel usado e triplicará para os que se façam com uma casa de nova construção. Japão No Japão, o Ministério das Finanças autorizou uma série de medidas para estabilizar os mercados financeiros, entre elas a injeção de fundos públicos nos bancos regionais, informou em comunicado o Governo japonês. As medidas estabelecidas foram estipuladas durante a reunião do G-7 (EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão), que aconteceu na sexta-feira passada, em Washington. O governo e o Banco do Japão (BoJ) "considerarão" e se for necessário "suspenderão temporariamente a venda de ações em posse do Estado", de acordo com a nota do Ministério. As autoridades econômicas japonesas decidiram ainda que as restrições sobre as companhias para a compra de suas próprias ações vão ser "suavizadas imediatamente", com o objetivo de estabilizar os mercados. Além disso, ampliarão as medidas de ajuda para as companhias de seguros de vida para além de abril de 2009, depois que a seguradora Yamato Life Insurance se transformasse na sexta-feira passada na primeira empresa financeira japonesa a quebrar por causa da incerteza econômica global. No entanto, o Ministério considerou que o sistema financeiro no Japão permanece relativamente estável e que "há medidas suficientes de segurança" que já estão iniciadas. "Continuaremos acompanhando com atenção o impacto das recentes quedas nos mercados sobre o mercado financeiro e a economia real do Japão", diz no comunicado.

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