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Austrália e UE fazem apelo para que EUA destravem rodada de Doha

O presidente dos Estados Unidos, GeorgeW. Bush, deveria usar a reunião desta semana com líderes daregião da Ásia e do Pacífico para oferecer cortes nos subsídiosagrícolas norte-americanos, de forma a destravar as negociaçõescomerciais globais, disseram na terça-feira a Austrália e aUnião Européia. As negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC)foram retomadas esta semana em Genebra para discutir propostasque acabem com o impasse entre os países desenvolvidos e os emdesenvolvimento, em torno das proteções para a agricultura epara os bens manufaturados. A Austrália, que está sediando a cúpula da CooperaçãoEconômica da Ásia e do Pacífico (Apec), espera que Bush e osoutros líderes do grupo façam uma declaração contundente deapoio a um eventual acordo da OMC para incentivar o comércioglobal e combater a pobreza. "Gostaríamos de ver os EUA dando um passo positivo nadireção da redução de seu auxílio agrícola, e isso mandaria umsinal bem forte para o resto do mundo", disse o ministro doComércio australiano, Warren Truss. Os países em desenvolvimento, liderados por Índia e Brasil,acusam a Europa e os EUA de não oferecerem benefíciossuficientes nos quase seis anos de negociação em troca daabertura de seus mercados. Para Truss, a Apec, que responde por quase metade docomércio mundial, pode fazer a diferença. "Temos um papelessencial para dar impulso e incentivo aos negociadores", disseele. "Também precisamos avançar em todos os fronts ao mesmotempo. Não faz sentido esperar que um país faça todo o trabalhopesado." O chefe do comércio da UE, Peter Mandelson, também disseque os EUA podem ajudar a romper o impasse, e que as reuniõesda Apec, das quais não vai participar, são muito importantes. "Estamos num beco sem saída e acredito que os EUA têm achave para sair dele, embora não sejam só os Estados Unidos quetenham de tomar providências se quisermos levar essa questão auma conclusão bem-sucedida", disse Mandelson numa entrevista àBBC. A reunião dos ministros da Apec acontece entre 5 e 6 desetembro em Sydney, para preparar a cúpula de 8 e 9 de setembrona mesma cidade. Os líderes vão prometer garantir que a rodada de Doha"entre em sua fase final este ano", segundo a proposta dedeclaração obtida pela Reuters. Especialistas dizem que, se não houver acordo até o fim de2007, as negociações podem enfrentar um atraso de anos, porcausa das eleições norte-americanas de 2008 e as da Índia em2009. Em julho, diplomatas na OMC propuseram concessões parachegar a um acordo, como a redução no teto para os subsídiosagrícolas nos EUA, que ficaria entre 13 bilhões e 16,4 bilhõesde dólares ao ano. Mandelson disse à BBC que os EUA têm de fazer uma ofertadentro desse montante. "Se não, só posso prever que o impassecontinue e que as negociações fiquem arriscadas a desmoronar." (Reportagem adicional de William Schomberg em Bruxelas)

JALIL HAMID, REUTERS

04 de setembro de 2007 | 13h53

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