Áustria diz que socorro para Grécia não será brando

Os líderes da União Europeia não vão oferecer à Grécia um socorro brando na reunião que começou nesta manhã em Bruxelas, afirmou o chanceler da Áustria, Werner Faymann, em entrevista a uma rádio. "Não é o caso de presentes na forma de dinheiro ou subsídios, mas sim o de empréstimos com juros que podem ser concedidos rapidamente para ajudar um país o mais rápido possível, para que isso não se transforme em turbulência nos mercados financeiros e em uma crise que ninguém mais pode controlar", disse.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

11 de fevereiro de 2010 | 09h50

Os comentários do chanceler austríaco são os mais claros até agora feitos por um líder europeu sobre as chances de uma solução abrangente para os problemas de dívida enfrentados pela Grécia e, em última instância, pela zona do euro (que reúne os 16 países que adotam o euro como moeda). Faymann afirmou que não espera que os líderes concordem hoje sobre detalhes como quanto cada país membro iria fornecer ou qual será a taxa de juros que a Grécia terá de pagar sobre um possível empréstimo.

Em contraste com alguns relatos que sugerem o contrário, Faymann apontou a possibilidade de envolver o Fundo Monetário Internacional (FMI) no plano de resgate. "Nós não sabemos exatamente como isso será organizado, mas eu acredito que será uma cooperação entre países e o FMI", disse o chanceler.

Faymann destacou que é imperativo deter os problemas nos mercados financeiros antes que eles saiam do controle. "Se agimos para controlar um primeiro caso, isso certamente terá mais efeito do que se apenas colocarmos nossas mãos nos bolsos e observarmos", disse Faymann.

FMI

O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, afirmou, no entanto, que não pretende buscar assistência do FMI, de acordo com uma entrevista publicada no site do jornal francês Le Monde. Papandreou disse que não pediu ajuda ao FMI e não planeja buscar essa solução, mas o país está contando com suporte da Europa.

"A Grécia precisa do suporte psicológico e político da Europa", afirmou. "A Europa deveria dizer: sim, a Grécia é digna de crédito e nós garantimos que seu plano é realista", acrescentou. "Se as especulações continuarem, isso se tornará uma questão para a zona do euro e a Europa, uma questão de vontade coletiva para controlar a especulação", disse Papandreou. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
crise, Grécia, ajuda, Europa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.