Auto-suficiência em petróleo permitirá gestão em crise

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse, nesta sexta-feira, que a auto-suficiência de petróleo permitirá ao País uma capacidade de gestão das situações de crises de energia no mundo, e permitirá planejamento de longo prazo sem que os impactos destas crises sejam muito dimensionados na economia brasileira. Em pronunciamento na inauguração do Centro Internacional Celso Furtado, na sede do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDES), Gabrielli enfatizou que a estatal não tem que pensar apenas em crescimento e rentabilidade, mas também em responsabilidade social. "Somos uma empresa que representa entre 7% e 8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e por isso as decisões da Petrobras têm de levar em conta o conjunto dos impactos que terá no Brasil". Como exemplo, ele citou que os investimentos que a empresa realizou nos últimos anos e fará em 2006, têm tal impacto no setor produtivo que "estamos enfrentando limite de capacidade de expansão dos setores fornecedores". Gabrielli disse esperar que o centro inaugurado nesta sexta possa discutir questões importante do desenvolvimento brasileiro como a geração de crescimento de longo prazo e sustentável. Política de preçosGabrielli reafirmou ainda a política de preços dos combustíveis da companhia, ressaltando que não haverá mudanças com a conquista da auto-suficiência na produção de petróleo. "Reafirmamos nossa política de preços, que é acompanhar, no longo prazo, as cotações internacionais", disse o executivo. Segundo ele, a empresa ganha maior capacidade de gestão dos preços ao produzir todo o petróleo consumido no País, mas não deixará de se balizar pelas cotações internacionais, política que garante rentabilidade para sustentar o crescimento da companhia. "Os preços nacionais não podem se descolar do mercado internacional, mas não precisam subir todo dia", afirmou.

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