Autoridade da UE quer mais restrições à carne do Brasil

Especialistas viajaram ao Brasil para investigar afirmações de produtores e membros do Parlamento Europeu

Reuters,

11 de dezembro de 2007 | 13h42

A autoridade da área de saúde da União Européia propôs na terça-feira, 11, restrições mais rigorosas sobre as importações de carne do Brasil, o que poderia limitar o número de empresas liberadas para vendas ao bloco, disseram fontes da UE. O comissário de Saúde, Markos Kyprianou, fez a proposta em uma reunião da Comissão Européia, disseram as fontes à Reuters. "A reunião está acontecendo no momento, mas o comissário está propondo mais restrições à carne brasileira", disse uma das fontes. Uma segunda fonte afirmou que Kyprianou estava propondo "uma redução significativa no número de holdings brasileiras com permissão de exportar carne para a UE". A porta-voz de Kyprianou explicou que ele estava avaliando os resultados de uma recente visita ao país feita por inspetores da UE. "O comissário está atualmente estudando os resultados de nossa última missão no Brasil e avaliando qualquer medida eventual que possa ser exigida", disse a porta-voz. InvestigaçõesEspecialistas da UE viajaram ao Brasil no mês passado para investigar afirmações de produtores e membros do Parlamento Europeu de que produtores brasileiros não cumpriam com os tipos de padrões exigidos. Grupos europeus, principalmente de produtores irlandeses e britânicos, têm pressionado a Comissão Européia, braço executivo da UE, para endurecer as regras de importação de carne do Brasil. Segundo os grupos, a produção da carne brasileira não segue padrões exigidos pela UE. O governo e a indústria brasileiros negam as afirmações de uso de hormônios do crescimento ilegais e afirmam que o Brasil está implementando as recomendações das autoridades de saúde animal da UE que visitaram o país em março. Em outubro, Kyprianou alertou o Brasil que não hesitaria em "tomar qualquer atitude necessária, não importando como isso vá afetar o comércio, se afetar a saúde dos cidadãos da UE". Mas ele afirmou que só agiria se "houver evidência crível" e disse que os fazendeiros irlandeses e britânicos estavam agindo "por interesses próprios".

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