Autoridades da Ásia precisam se preparar para apertar políticas,dis o FMI

Em sua Perspectiva Econômica Regional, o FMI alerta que a recessão na zona do euro poderá cortar entre dois e cinco pontos porcentuais do crescimento na Ásia

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

27 de abril de 2012 | 13h17

As autoridades asiáticas devem ficar preparadas para retomar o aperto monetário em reposta às pressões de superaquecimento econômico, enquanto continuam vigilantes em relação aos riscos severos provenientes da economia mundial frágil enfrentados pela região, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em sua Perspectiva Econômica Regional, o FMI alertou que a recessão mais acentuada que o esperado na zona do euro poderá cortar entre dois e cinco pontos porcentuais do crescimento na Ásia, na ausência de respostas políticas.

O Fundo também destacou que uma forte correção no mercado imobiliário chinês poderá estimular um pouso forçado na segunda maior economia mundial. Embora tenha afirmando que vê uma "baixa probabilidade" de a correção ocorrer, o fundo afirmou que isso representava uma "ameaça importante".

Mas, com a redução das tensões nos mercados financeiros mundiais e a expectativa de que o crescimento da Ásia deverá melhorar entre 2012 em 2013, as autoridades asiáticas devem estar preparadas para retomar suas políticas econômicas para configurações mais restritivas mais rápido do que se esperava no início deste ano, observou.

No Japão, o relatório do FMI disse que o banco central pode precisar comprar mais ativos para estimular o crescimento e combater a deflação. O documento foi preparado antes de o Banco do Japão (BoJ, em inglês) anunciar hoje que elevou as compras de bônus dos governo e ativos de risco em cinco trilhões de ienes.

Na China, as autoridades precisarão encontrar um equilíbrio entre sustentar o desaquecimento da economia e gerenciar o excesso de crédito remanescente proveniente da resposta das autoridades à crise financeira global, afirmou a instituição.

No relatório, FMI disse que na Indonésia, o banco central precisa estar preparado para apertar a sua política, em meio à melhora do sentimento mundial, enquanto na Índia, uma série de altas das taxa de juros desde 2010 e o declínio gradual da inflação "levaram as taxa de juros real para mais perto de neutro". As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
ÁsiaChinaFMI

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.