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Autoridades do BCE sinalizam para possível queda na taxa de juros

Comentários de autoridades do Banco Central Europeu (BCE) nesta segunda-feira sobre a desaceleração da inflação e as perspectivas de crescimento baixo na zona do euro sugerem que o BCE pode estar pendendo para uma redução em sua principal taxa de juros

Reuters

22 de abril de 2013 | 13h55

O vice-presidente do BCE, Vitor Constancio, disse que a inflação está caindo de "forma significativa" e um corte de juros "sempre é uma possibilidade". Mas o membro do Conselho Diretor Klaas Knot disse que o BCE tem "pouca munição disponível" e deve utilizá-la de forma cuidadosa.

A taxa de juros do BCE foi mantida em abril na mínima recorde de 0,75 por cento, mas o presidente da autoridade monetária, Mario Draghi, disse, em entrevista após a decisão, que "monitoraria muito de perto" todos os dados e estaria "pronto para agir" para estimular a economia da região.

Uma redução na taxa teria importância simbólica, mostrando que o BCE está a postos para dar fôlego à economia. "É uma decisão tática", disse o economista-sênior da zona do euro do Crédit Agricole, Frederik Ducrozet. "É uma maneira de administrar as expectativas."

A inflação desacelerou para 1,7 por cento em março, menor nível desde agosto de 2010, em meio a uma contínua tendência de fraqueza nos preços da energia. O BCE espera que a alta dos preços fique em 1,3 por cento este ano.

"Ao mesmo tempo, a economia continuou a dar sinais de fraqueza, e é aí que estamos. Então quando tivermos nossa próxima reunião, veremos as informações mais recentes e tomaremos a decisão", disse Constancio à agência de notícias MNI.

Knot, que é também presidente do banco central holandês, disse à Bloomberg no fim de semana que "as últimas informações que temos da economia não são positivas e não estão melhorando as perspectivas."

"Temos pouca munição disponível, então temos de perguntar qual é o momento mais correto para utilizá-la", afirmou Knot.

O esloveno Marko Kranjec, colega de Knot no Conselho Diretor, usou um tom mais otimista para dizer que se o resto da economia mundial se acelerar, a economia da zona do euro também estaria em melhor situação. E disse ainda não estar preocupado com a inflação.

(Reportagem de Sakari Suoninen e Eva Kuehnen)

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