AFP PHOTO / GREG BAKER
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Autoridades dos EUA chegam a Pequim para negociações comerciais

Se os dois lados não conseguirem chegar a um acordo até 1º de março, tarifas em importações chinesas devem aumentar

Reuters, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2019 | 12h45

As principais autoridades norte-americanas chegaram à capital chinesa nesta terça-feira, 12, para negociações comerciais de alto nível entre Estados Unidos e China em busca de fecharem um acordo antes do prazo de 1º de março para evitar uma elevação das tarifas comerciais.

O Representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, terão discussões na quinta-feira, 14, e sexta-feira, 15, com o vice-premiê chinês, Liu He, principal assessor econômico do presidente Xi Jinping.

Se os dois lados não conseguirem chegar a um acordo até 1º de março, as tarifas dos Estados Unidos sobre o valor de 200 bilhões de dólares em importações chinesas devem aumentar de 10 para 25%. A China provavelmente reagirá elevando as tarifas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias norte-americanas, assim como anunciou no ano passado, em retaliação.

“Estamos ansiosos por vários dias importantes de negociações”, disse Mnuchin a repórteres depois de chegar a um hotel em Pequim.

Lighthizer, que chegou ao hotel mais cedo, não respondeu às perguntas dos repórteres.

Washington deve continuar pressionando Pequim com suas exigências de que faça reformas estruturais para proteger a propriedade intelectual de empresas norte-americanas, acabe com políticas para forçar a transferência de tecnologia a empresas chinesas e limite os subsídios industriais.

As negociações começaram em Pequim com discussões entre representantes na segunda-feira, 11, antes de encontros a nível ministerial mais tarde na semana. Uma rodada de negociações no final de janeiro acabou com algum progresso, mas sem acordo e declarações dos EUA de que muito mais trabalho precisaria ser feito.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na semana passada que não planeja se reunir com Xi antes do prazo de 1º de março, prejudicando as expectativas de que um pacto comercial pode ser alcançado rapidamente.

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