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Autoridades fiscais devem tomar decisões difíceis

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Dallas, Richard Fisher, afirmou nesta terça-feira que nem mesmo as políticas de relaxamento monetário podem fazer com que a economia se recupere a menos que as autoridades fiscais trabalhem em conjunto para incentivar os gastos e os investimentos.

AE, Agencia Estado

15 de outubro de 2013 | 23h01

De acordo com Fisher, as autoridades fiscais precisam tomar algumas decisões difíceis. O presidente do Fed de Dallas disse ainda que os esforços para que a economia norte-americana se recupere podem "naufragar se as autoridades fiscais não entrarem em acordo."

"Nós podemos fornecer o combustível, mas não podemos incentivar as pessoas", afirmou Fisher na Universidade de Nova York. "Isso depende das autoridades fiscais", acrescentou.

O presidente da autoridade monetária de Dallas passou a maior parte de seu discurso destacando que as incertezas causadas pelo impasse fiscal prolongado, que causaram a paralisação parcial do governo federal dos Estados Unidos desde 1 de outubro, estão fazendo com que o estímulo monetário agressivo não seja tão eficaz.

"Nós podemos imprimir todo o dinheiro do mundo, mas eles são os únicos que têm que agir. Estamos a todo vapor, enquanto eles estão colocando o pé no freio", explicou Fisher.

Além disso, Fisher disse que as empresas não podem tomar decisões se as suas estruturas de custos futuros estão indefinidas.

Mesmo sendo um oponente dos esforços de flexibilização agressiva do Fed , Fisher reconhece que a "turbulência" atual exige que o banco central norte-americano seja cauteloso.

"Eu sinto que nós cometemos um erro, mas isso é passado", afirmou Fisher, se referindo à decisão do Fed em setembro de adiar a redução do programa de compra mensal de ativos avaliado em US$ 85 bilhões. Para o presidente do Fed de Dallas, reduzir o programa de estímulos em US$ 10 bilhões não deixaria a política altamente acomodatícia e não iria prejudicar a economia.

Embora o impasse fiscal esteja deixando a questão do programa de estímulos do Fed em segundo plano, Fisher alertou que há um limite de tempo para o banco central dos EUA manter o apoio à economia por conta própria.

Sobre o debate fiscal, Fisher afirmou que não acredita que haverá um default dos EUA e reforçou que as contas devem ser pagas. O presidente do FED de Dallas avalia o panorama econômico atual como frágil e a alertou que a confiança total nos EUA está em risco.

Além disso, Fisher afirmou que está "encantado" com a nomeação de Janet Yellen para ser presidente do Fed no lugar de Ben Bernanke a partir de janeiro de 2014. Ele reforçou que mesmo sem concordar com a política que Yellen deve adotar, acredita que ela seja "decente e honrada". Fonte: Dow Jones Newswires e Market News International.

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