Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Autoridades negam conversa secreta para substituir dólar

Autoridades de países do Golfo Pérsico negaram informações de que os países mantêm conversas secretas para substituir o dólar por uma cesta de moedas nas negociações de petróleo. "Nunca ouvimos isso ou discutimos isso, tampouco secretamente", disse o ministro do Petróleo do Catar, Abdullah bin Hamad Al Attiyah.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

06 de outubro de 2009 | 10h15

O jornal britânico The Independent publicou hoje que os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) do Golfo Pérsico, incluindo Catar, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, estão em negociações com a Rússia, China, Japão e França para substituir o dólar por uma cesta de moedas nas operações comerciais de petróleo. O jornal acrescentou que encontros secretos já teriam ocorrido com ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais na Rússia, China, Japão e no Brasil.

Perguntado se o Ministério das Finanças do Kuwait estava ciente das discussões, o ministro Mustafa Al Shamali afirmou: "não, não estamos cientes de qualquer discussão sobre o assunto". Uma autoridade da Opep também negou a reportagem, classificando-a de "especulação".

Hoje, o governador do Irã na Opep, Mohammad Ali Khatibi, disse que seu país, segundo maior produtor do grupo, encoraja os exportadores do Golfo Pérsico a substituir o dólar por uma cesta de moedas nas operações de petróleo. "O Irã fez isso há três anos. Substituímos os dólares por outras moedas de valor, estáveis, incluindo o euro e o iene, em nossa receita com petróleo e estamos felizes e não fomos prejudicados. Fizemos isso porque o dólar ficou fraco", disse Khatibi. "Se alguém quiser utilizar nossa experiência, ficaremos felizes em ajudar". As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
dólarpetróleoGolfo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.