Autos: aumento de roubos eleva preço do seguro

O preço do seguro de automóvel aumentou 25,5% de janeiro de 2000 a janeiro de 2001, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Para os executivos das seguradoras, a causa foi o maior número de roubos de carros e também o aumento das fraudes contra as seguradoras. O índice de sinistralidade (quando a seguradora é obrigada a indenizar) subiu de 60,6% em 95 para 73,7% em 2000. Segundo José Carlos de Oliveira, diretor operacional da Marítima Seguros, de 98 para 99 o número de roubos no Estado de São Paulo cresceu em 35%. E de 99 para 2000, 10%. Apenas no 1.º trimestre de 99 foram roubados 23,5 mil carros e no mesmo período de 2000 o número chegou a 28 mil, um crescimento de 19%. Já as fraudes correspondem a 25% de todas as indenizações pagas. Muitas delas, apesar dos esforços das seguradoras, não conseguem ser detectadas. Ele afirma que os tipos de fraudes variam muito. "Podem ser pequenas ou grandes fraudes." As pequenas são aquelas onde os assegurados consertam mais de um carro pelo seguro, ou seja, se o assegurado bater o carro ele inclui o conserto dele e da outra pessoa na mesma franquia. Outro tipo de fraude considerada pequena é a omissão de dados como se a pessoa bateu o carro e, se estava bêbada, não disse.RegrasEm geral, as seguradoras cobram pelo seguro do veículo de 5% a 10% do valor do automóvel. Em alguns modelos mais visados pelos ladrões, como picapes e vans, o valor chega a 20% do preço do carro. Alguns consumidores chegaram a imaginar que o aumento estivesse ligado às mudanças nas regras para a avaliação do veículo feito pelas seguradoras, estipuladas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que estão valendo desde o início de fevereiro (veja mais informações no link abaixo). Os executivos das seguradoras, entretanto, negam que esse seja o motivo.

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