Auxílio-desemprego cai e fábricas desaceleram nos EUA

O número de norte-americanos pedindo auxílio-desemprego caiu na semana passada, mas outros dados, sobre venda de moradias e atividade manufatureira regional, sugeriram que a economia dos Estados Unidos continua em um ritmo moderado de expansão.

REUTERS

19 de maio de 2011 | 12h26

O decréscimo na quantidade de pedidos de auxílio-desemprego foi de 29 mil, para 409 mil com ajustes sazonais, informou o Departamento de Trabalho dos EUA nesta quinta-feira.

Economistas ouvidos pela Reuters previam uma queda menor, para 420 mil, mas o total ficou acima de 400 mil pela sexta semana consecutiva. Números abaixo dessa marca costumam ser associados a uma geração estável de empregos.

A média quadrissemanal de pedidos --considerada uma medida melhor das tendências de emprego-- teve alta de 1.250, para 439 mil, o maior nível desde meados de novembro.

A culpa pelo aumento recente no auxílio-desemprego recaiu sobre demissões de funcionários nas montadoras de veículos, com a interrupção da rede de fornecimento por conta do terremoto japonês, e problemas gerados por ajustes sazonais.

Os dados da semana passada cobrem o período pesquisado para o relatório de postos de trabalho, que será divulgado pelo governo dos EUA no começo do mês que vem.

Um segundo relatório mostrou que a atividade manufatureira da região Meio-Atlântico dos EUA teve forte desaceleração em maio. O Federal Reserve de Filadélfia disse que o índice de atividade desabou de 18,5 em abril para 3,9. Economistas previam uma alta para 20,0. Uma leitura acima de zero indica expansão.

A Associação Nacional de Corretores informou que as vendas de moradias usadas nos EUA caiu 0,8 por cento no mês passado, para uma taxa anual de 5,05 milhões de unidades. Economistas previam uma alta para 5,2 milhões de unidades.

Os dados das fábricas e do setor imobiliário são os mais recentes a sugerir que a economia norte-americana teve dificuldade para recuperar força no começo do segundo trimestre. A indústria manufatureira tem liderado a retomada econômica dos EUA e economistas ainda esperam que essa tendência continue.

(Reportagem de Lucia Mutikani, Ann Saphir e Rachelle Younglai)

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