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Auxílio-desemprego cai nos EUA; consumidor gasta mais

Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos recuaram na semana passada, enquanto o gasto do consumidor cresceu em novembro pelo quinto mês seguido, reforçando a avaliação de que a economia está demonstrando um sólido crescimento no quarto trimestre.

REUTERS

23 de dezembro de 2010 | 15h21

Mais sinais de que o país está ganhando ritmo conforme o virada do ano se aproxima também foram indicados por outros dados macroeconômicos nesta quinta-feira, que mostraram alta nas encomendas de bens duráveis e nas vendas de moradias novas no mês passado.

"O número divulgado hoje dá suporte à nossa estimativa de que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) provavelmente acelerou para entre 3,5 por cento e 4,0 por cento a uma taxa anualizada no quarto trimestre", disse Paul Ashworth, economista sênior de mercado norte-americano da Capital Economics, em Toronto.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego recuaram em 3 mil, a um valor ajustado sazonalmente de 420 mil, disse o Departamento de Trabalho, em linha com as expectativas de economistas.

Outro relatório do Departamento do Comércio mostrou que o gasto subiu 0,4 por cento, após elevar-se em 0,7 por cento em outubro, dado revisado para cima.

Economistas consultados pela Reuters previam que o gasto do consumidor, que responde por cerca de 70 por cento da atividade econômica, subiu 0,5 por cento no mês passado, após um ganho percentual inicialmente reportado de 0,4 por cento em outubro.

Outro documento do Departamento do Comércio disse que as encomendas de bens duráveis, excluindo transporte, tiveram acréscimo de 2,4 por cento, maior aumento desde março, depois de uma queda de 1,9 por cento em outubro.

Mas as encomendas como um todo recuaram 1,3 por cento no mês passado, puxadas por uma forte baixa nos pedidos de aeronaves civis e de veículos automotores.

"As encomendas de bens duráveis estão se segurando no bom desempenho do setor manufatureiro durante o verão (no Hemisfério Norte) e embora o número divulgado hoje não seja tão forte, pelo menos ele mostrou alguma resiliência em termos de demanda por bens de capital fora o setor aéreo", disse Pierre Ellis, economista sênior da Decision Economics, em Nova York.

As vendas de moradias novas subiram 5,5 por cento em novembro, a um valor ajustado sazonalmente de 290 mil unidades, mas abaixo das expectativas de economistas, que esperavam crescimento para 300 mil unidades.

Com as perspectivas econômicas se fortalecendo, o sentimento do consumidor também melhorou. A leitura final do índice de confiança do consumidor medido pela Thomson Reuters/Universidade de Michigan subiu para 74,5 neste mês, maior nível desde junho, ante 71,6 em novembro.

(Reportagem adicional de Ellen Freilich, em Nova York)

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